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Começa no Rio o Fashion Business, vitrine para o mercado da moda

A partir desta terça-feira, 310 expositores e 20 mil lojistas credenciados se reúnem na Marina da Glória. Objetivo é fechar negócios e fazer contatos

Por Rafael Lemos 24 Maio 2011, 20h40

Participar do Fashion Business é estar presente na maior bolsa de negócios de moda da América Latina. O evento, que vai até o dia 27, na Marina da Glória, e precede o Fashion Rio, reúne 310 expositores e 20 mil lojistas credenciados. A semana de negócios, aberta oficialmente nesta terça-feira, é uma vitrine cobiçada por quem vive da moda, como a estilista gaúcha Carla Carlin – dona da grife homônima. Os negócios fechados nas duas edições anuais do Fashion Business respondem por cerca de 20% do faturamento da marca. Sediada no município de Caxias do Sul (RS), a estilista veio ao Rio em busca visibilidade nacional, novos parceiros e clientes.

Há 22 anos no ramo, Carla Carlin viu o mercado de moda crescer no Brasil. Mas, junto com os novos clientes, veio o acirramento da concorrência. A invasão das grifes internacionais pressiona os preços para baixo, enquanto a proliferação de pequenas marcas nacionais pulveriza o consumo e compromete a escala da produção. O cenário fica ainda mais complicado devido à pesada carga tributária que incide sobre o setor.

“Antigamente, era difícil encontrar quem fizesse um produto bacana aqui dentro. E a concorrência estrangeira é injusta. Os impostos e a burocracia daqui não têm nada a ver com o que vem de fora. São produtos bem feitos e que chegam com um preço bem atrativo. É um efeito cada vez mais esmagador. Isso nos obriga a repensar o futuro da indústria brasileira”, analisa a estilista, que participa pela quinta vez do Fashion Rio.

O outro lado – A expectativa dos organizadores é que essa edição do Fashion Rio movimente cerca de 800 milhões de reais. No entanto, um grupo de expositores sequer sonha disputar uma fatia desse bolo. Produtores de municípios da Região Serrana, como Nova Friburgo e Teresópolis, ainda tentam recomeçar do zero após as perdas com a tragédia das chuvas no início do ano. Em sinal de apoio, o governador Sérgio Cabral visitou o estande de Nova Friburgo e deu palavras de incentivo aos comerciantes.

Nely de Souza: a moda que sobreviveu à tragédia de Friburgo
Nely de Souza: a moda que sobreviveu à tragédia de Friburgo VEJA

Dona de uma fábrica de moda íntima em Nova Friburgo, Nely de Souza Teixieira não conseguiu chegar perto do governador, mas se sentiu prestigiada mesmo assim. “É o primeiro ano da moda íntima aqui. Não conheço ninguém. Não espero fechar negócios. Vim aqui para mostrar que estamos lutando. Quero colocar a minha empresa e Nova Friburgo na vitrine”, afirmou.

A Região Serrana do Rio, que teve sete municípios atingidos pelas chuvas, é o principal polo de moda e confecção do estado. “O setor da moda é o terceiro maior empregador do estado do Rio. São 180.000 estabelecimentos e cerca de 80.000 fábricas”, atesta Eloysa Simão, diretora geral do Fashion Business.

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