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Colecionador privado puxa crescimento das galerias de arte

Nova edição da Pesquisa Setorial Latitude, que será anunciada nesta quinta-feira, mostra expansão de 51% do segmento em 2014

Por Maria Carolina Maia - 3 set 2015, 09h52

Embora em 2014 a economia já tenha dado sinais de crise, o setor de artes seguiu crescendo, como mostra a quarta edição da Pesquisa Setorial Latitude, fruto de uma parceria entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABCT) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que vai ser divulgada á imprensa nesta quinta-feira. Segundo o levantamento, 51% das galerias pesquisadas registraram aumento no volume de negócios no ano passado. E 47% das agências do universo estudado ampliaram as equipes para dar conta da expansão nos negócios. O responsável pelo bom desempenho do segmento, de acordo com a pesquisa, foi o colecionador privado, que realizou 73% do total de compras computadas na área.

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Ao todo, 5.758 obras foram vendidas pelas galeria nacionais em 2014, com preços que variaram de 300 a 1,4 milhão de reais, o que leva a um preço médio de 30.800 reais por peça. A maioria das galeria aumentou preços no ano passado: 56,1% delas. O aumento médio nos valores foi de 8,4%.

Apenas 14,6% das galerias pesquisadas apontaram queda, mas ninguém demitiu. Quem perdeu receita no ano passado atribuiu o mau desempenho às eleições, à Copa do Mundo e à crise econômica que já se instalava. Mais de um quarto do universo estudado, 26,9%, mantiveram em 2014 o desempenho de 2013.

Uma parte significativa das vendas, 28%, foi feita nas feiras de arte, com destaque para a SP-Arte, em São Paulo, e a Art-RIo, na capital fluminense. As feiras internacionais, como a Art Basel Miami Beach, respondem por 12% das vendas. Mas a grande maioria dos negócios, 56%, ainda é fechada nas próprias galerias.

A internacionalização das galerias segue em curso, com 75% registrando vendas para o exterior, mas o mercado nacional ainda é a sua principal fonte de renda: ele responde por 85% dos negócios. No mercado estrangeiros, os principais clientes das galerias brasileiras são os Estados Unidos, a Colômbia, o Reino Unido, a França, a Suíça e a Espanha. A instituição que mais adquiriu obras das nossas galerias foi o museu Guggenheim. Ao todo, foram vendidas 114 obras para 24 instituições internacionais.

Em 2007, ano que marca o início do Projeto Latitude, o valor de exportação atingido pelas galerias associadas ao programa foi de cerca de 6 milhões de dólares, montante que saltou para 34 milhões de dólares em 2014.

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