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Chick Corea, lenda do piano no jazz, morre aos 79 anos

O músico, que participou do movimento Electric Fusion e integrou a banda de Miles Davis, ficou famoso pela genial capacidade de improvisação no teclado

Por Felipe Branco Cruz Atualizado em 11 fev 2021, 18h56 - Publicado em 11 fev 2021, 18h32

Armando Anthony “Chick” Corea, uma das lendas do jazz americano, morreu de um câncer raro descoberto recentemente. A família, no entanto, não especificou que tipo de câncer. A morte ocorreu na última terça-feira, 9, mas a informação só foi divulgada nesta quinta-feira em uma postagem no perfil oficial do artista no Facebook. Corea tinha 79 anos. Nos últimos meses, Chick realizou diversas lives em sua casa e promoveu um curso online de jazz.

Chick aprendeu a tocar piano aos cinco anos com o pai, um trompetista de jazz. Suas maiores influências na época vieram do bebop de Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Horace Silver e Lester Young, que sempre ouviam em casa. Pianista e tecladista, conhecido por sua imensa capacidade de improvisação, ele integrou por um curto período de tempo a banda de Miles Davis nos anos 1960. A partir dos anos 1970, após a saída da banda de Miles, Corea atuou no grupo Return to Forever e passou a se incomodar com a perda de espaço do jazz para o rock. Veio, então, o estalo: misturar os dois estilos. Daí surgiu o movimento Electric Fusion. Na banda, ele tocou com diversos músicos, entre eles Stanley Clarke, Al Di Meola, Lenny White, Bill Connors e os brasileiros Flora Purim e Airto Moreira. Nos anos 1980, ele fundou o grupo The Elektric Band, com John Patitucci (baixo), Frank Gambale (guitarra), Eric Marienthal (sax) e Dave Weckl (bateria).

“Ele foi um marido, pai e avô amado, e um grande mentor e amigo de muitos. Por meio de seu trabalho e das décadas que passou viajando pelo mundo, ele tocou e inspirou a vida de milhões”, diz o texto publicado em suas redes sociais.

A postagem traz também uma publicação póstuma de Chick Corea. Ele diz: “Quero agradecer a todos aqueles que ao longo da minha jornada que ajudaram a manter o fogo da música aceso. É minha esperança que aqueles que têm a ideia de tocar, escrever, atuar que o façam. Se não por você, então pelo resto de nós. O mundo não precisa apenas de mais artistas, mas também de muita diversão. E para os meus incríveis amigos músicos, que são uma família para mim desde que os conheci: foi uma bênção e uma honra aprender a tocar com todos vocês. Minha missão sempre foi levar a alegria de criar em qualquer lugar que eu pudesse, e ter feito isso com todos os artistas que eu admiro tanto foi a riqueza da minha vida”.

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