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CEO da C&A sobre concorrência estrangeira: ‘Trazem até mais fluxo’

Paulo Correa Junior fala à coluna GENTE sobre expansão e avanço do e-commerce

Por Giovanna Fraguito 5 set 2026, 18h23
CEO da C&A sobre concorrência estrangeira: ‘Trazem até mais fluxo’ Priorize VEJA no Google

Aos 50 anos de operação no Brasil, a C&A prepara uma nova fase de expansão em um mercado bem mais disputado do que aquele encontrado pela varejista quando abriu sua primeira unidade no país. À frente da companhia desde 2015, Paulo Correa Junior aposta justamente no tempo de casa da marca e no conhecimento sobre o consumidor brasileiro como armas diante da chegada de nomes internacionais, como H&M e Bershka. “Ao longo de 50 anos, a gente se aprofundou muito em entender a mulher brasileira. A gente desenvolve coleções para o Brasil. Não traz uma coleção que vem de fora para cá. É uma coleção que só tem aqui”, afirmou o executivo à coluna GENTE.

A concorrência ganhou novo fôlego nos últimos anos. A sueca H&M, por exemplo, desembarcou no país em 2025 e segue ampliando sua presença, em agosto deste ano, anunciou mais quatro unidades, que elevarão a rede a treze lojas no Brasil. Para Correa, porém, o movimento pode ajudar a fortalecer o setor. “Eles são super bem-vindos. Algumas dessas lojas que abriram pertinho da C&A acabaram trazendo mais interesse do consumidor para aquela localidade e até mais fluxo para a C&A. Acho que torna o setor cada vez mais forte e interessante”, disse.

A companhia também estabeleceu uma estratégia de crescimento até 2030, batizada de Full Power. Segundo Correa, depois de registrar avanço de cerca de 30% a 35% nos últimos três anos, a C&A pretende manter o ritmo com novas unidades e reformas. “A empresa está muito mais forte, muito mais robusta e tem ambições muito grandes olhando para frente. A gente tem mais de 30 reformas de lojas este ano e está inaugurando perto de quinze. A ideia é continuar nos próximos anos, reformando de 30 a 35 lojas e abrindo de dez a quinze novas todos os anos”, afirmou.

Ao mesmo tempo, a expansão física corre ao lado do investimento no digital. Correa conta que o comércio eletrônico, que representava entre 2% e 2,5% do faturamento da companhia há cinco anos, já responde por cerca de 8%. A aposta, segundo ele, é na integração dos dois ambientes. “A gente chama de estratégia omni. É poder fazer uma história mais fluida, não ser nem online nem só offline. Você pode comprar online, retirar na loja ou ir à loja, reservar o produto e mandar para sua casa. É uma C&A, uma experiência completa”, explicou.

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As comemorações de meio século também chegaram ao Rock in Rio, onde a empresa montou lojas e uma ativação voltada à ligação entre moda e música. “A moda é uma forma de você se expressar através da maneira como se veste e a música também é uma forma de se expressar para o mundo. Então, essa conexão é muito forte”, disse Correa.

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