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Catherine Zeta-Jones é elogiada por reconhecer transtorno bipolar

Atriz se internou para cuidar do transtorno após a luta contra o câncer do marido, Michael Douglas

Por Da Redação 15 abr 2011, 13h49

O reconhecimento público de Catherine Zeta-Jones de que sofre de trastorno bipolar foi bem recebido por grupos de saúde mental, que consideram que a atitude da atriz ajuda a combater o preconceito contra a doença. A atriz britânica, que ano passado ajudou o marido, Michael Douglas, em uma batalha contra um câncer de garganta, provavelmente será obrigada a viver com a enfermidade.

“É uma doença que afeta sobretudo pessoas hiperativas”, diz Martin Evers, diretor adjunto do hospital Northern Westchester de Nova York. “É importante combater a estigmatização da doença e, justamente, no caso dos problemas de comportamento, insistir no fato de que pode seguir levando uma vida extremamente produtiva”.

A representante da atriz, Cece Yorke, surpreendeu o mundo do espetáculo ao anunciar na útlima quarta-feira que “depois do estresse do ano passado, Catherine decidiu passar um período em um centro especializado” para se tratar. “Ela agora está bem, e impaciente para começar a trabalhar em dois filmes”, completou. Entre os projetos da atriz de 41 anos, estão o filme Playing the Field, do diretor italiano Gabriele Muccino, e Lay the Favorite, do cineasta britânico Stephen Frears.

De acordo com o relações públicas Dan Schawbel, o anúncio de Zeta-Jones não deve prejudicar a carreira da atriz e, certamente, atrairá mais simpatia do público. “Quando as celebridades revelam suas doenças, as pessoas as respeitam ainda mais. É preferível que uma atriz admita que está enferma porque o público acabará descobrindo de outra maneira”.

Catherine Zeta-Jones ganhou o Oscar de atriz coadjuvante por seu papel no musical Chicago (2002). Também participou de sucessos como Traffic e Doze Homens e um Segredo.

Para a Aliança Nacional das Enfermidades Mentais (NAMI, na sigla em inglês), o anúncio público de uma atriz famosa ajuda as pessoas que sofrem dos mesmos problemas. “As doenças mentais são, no geral, enfermidades que incomodam as pessoas quando se fala e, portanto, ficam como algo misterioso e, às vezes, como um estigma”, diz Katrina Gay, diretora de comunicação da NAMI. Para ela, o anúncio por parte de uma celebridade abre caminho para que as pessoas se informem mais a respeito.

Muitas personalidades do mundo das artes e da política sofreram com enfermidades do mesmo tipo, entre elas Sir Winston Churchill. Entre os artistas com distúrbio bipolar, um trastorno do humor caracterizado por episódios que alternam euforia e depressão estão Carrie Fisher, Ben Stiller, Russell Brand, Mel Gibson e Britney Spears.

(Com agência France-Presse)

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