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Cate Blanchett em Cannes: ‘Ser bonita não significa falta de inteligência’

Atriz e presidente do júri do festival foi bombardeada por perguntas sobre feminismo e igualdade de gênero em coletiva de imprensa

Por Raquel Carneiro, de Cannes Atualizado em 8 Maio 2018, 11h27 - Publicado em 8 Maio 2018, 11h25

Presidente do júri deste ano, a atriz Cate Blanchett lidou de forma elegante com as muitas questões sobre igualdade de gênero feitas pela imprensa mundial durante coletiva no Festival de Cannes. O evento, que começa nesta terça-feira, 8, e vai até o dia 19, foi alvo de críticas por selecionar apenas três mulheres entre os 21 cineastas que competem pela Palma de Ouro. No passado, regra que continua valendo, o festival já foi criticado por proibir a passagem de mulheres sem salto alto pelo tapete vermelho, um dos mais cobiçados do mundo.

Sobre o tapete ser uma espécie de “vitrine” para as mulheres, Cate defendeu: “Ser bonita não é sinônimo de falta de inteligência. Cannes é um festival glamouroso, que deve ser apreciado em todos os seus aspectos”. A resposta foi abraçada pelas outras mulheres do júri, Ava DuVernay, Khadja Nin, Léa Seydoux e Kristen Stewart. 

Cate Blanchett, presidente do júri de Cannes em 2018, e os membros Chang Chen, Ava DuVernay, Robert Guediguian, Khadja Nin, Kristen Stewart, Denis Villeneuve e Andrey Zvyagintsev, durante coletiva de imprensa – 08/05/2048 Regis Duvignau/Reuters

 

  • Ao fato de mulheres serem minoria entre os competidores, a atriz também respondeu com sabedoria. “Esse número já foi menor em outras edições. As mudanças não acontecem do dia para a noite. Se quero ver mais mulheres competindo pela Palma de Ouro? Sim, claro. Mas hoje vamos trabalhar com o que temos e continuar pensando em mudanças para o futuro.”

    Para finalizar, ela ressaltou, mais de uma vez, que a escolha do vencedor não será feita a partir de agendas políticas. “Este não é um festival político. Vamos assistir aos filmes sem pensar em nome de diretores, nacionalidade, questão de gênero. Queremos eleger um filme que seja atemporal e universal, e que ao mesmo tempo reflita o nosso hoje.”

     

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