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Cantor Pablo, da sofrência, é acusado de plágio

Processo também envolve o apresentador Rodrigo Faro e a Rede Record

Por Da Redação 26 nov 2015, 14h09
O cantor Pablo
O cantor Pablo VEJA

O cantor Pablo, conhecido como “rei da sofrência” por sua música de dor-de-cotovelo, se tornou alvo de um processo de plágio movido pelo compositor nordestino Angelo Marinho de Almeida. Ele alega ser o autor da música Mãe, gravada por Pablo quando fazia parte do grupo baiano Arrocha, há mais de dez anos, e interpretada pelo cantor durante o programa do Rodrigo Faro, na Record, em maio deste ano. Após a apresentação, Faro afirmou que a canção era de autoria de Pablo, que no momento não negou a informação e ainda afirmou que era uma letra que o emocionava e, portanto, era difícil de cantar. Confira aqui o trecho do programa.

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“Meu cliente ficou feliz quando soube que Pablo estava cantando a música dele na TV até descobrir que não ganhou nenhum crédito”, conta Mônica Zilinskas, advogada de Almeida. “Em momento algum Pablo disse que a canção não era dele. O caso foi premeditado, pois as irmãs do cantor estavam no programa e participaram da gravação em um especial de dia das mães.”

https://youtube.com/watch?v=iBbJOCFnLDI

Segundo Mônica, Angelo Marinho de Almeida fez a música em 1995 e reuniu provas no processo, com a fita original da canção e os discos em que a faixa foi relançada. O CD do grupo Arrocha com Mãe, que também não teria créditos para Angelo, seria de 2003, de acordo com Mônica. A advogada diz ainda que seu cliente não recebe os royalties devidos pela música via Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), o que será igualmente questionado pelo processo. No futuro, Angelo pode mover uma ação também contra o grupo Arrocha.

Por ora, o compositor pede 2 milhões de reais de indenização por violação de direitos autorais em uma ação movida ao mesmo tempo contra Pablo, Faro e a Record. Segundo a advogada, 1 milhão de reais é o valor pedido o cantor, e o restante seria pago pelo apresentador e pela emissora. “Eles são parte do processo, pois deveriam ter a cautela de pesquisar a autoria da canção antes”, diz a advogada, sobre o envolvimento de Faro e da Record.

Procurada pela reportagem de VEJA, a assessoria do cantor não foi encontrada. Já a Rede Record afirma que não está comentando oficialmente o assunto. O caso ocorre em primeira instância e deve ser retomado em janeiro.

Reginaldo Rossi

Se o brega tem um rei, ele se chama Reginaldo Rossi. Mas não foi sempre assim, o pernambucano de 66 anos que hoje usa e abusa do que há de mais cafona, tanto no visual quanto nas letras de suas músicas, começou a carreira influenciado pelos Beatles e no embalo Iê Iê Iê da Jovem Guarda, na década de 60 – mesmo que seu disco O Quente já fosse um prenúncio do que ele se tornaria. Mas foi só 30 anos depois que a música Garçom o ajudou a conquistar a popularidade de norte a sul do país.

Sidney Magal

Tudo o que levou Sidney Magal ao sucesso até hoje é o mesmo que deixa as pessoas de bom gosto de queixo caído. Afinal, um homem alto, moreno e de lindos cabelos negros que não tem a menor vergonha de rebolar, requebrar e se vestir de maneira excêntrica consegue impressionar e assustar ao mesmo tempo. Mas é essa mistura latina-cigana-e-sem-vergonha-alguma que faz desse cantor de 57 anos o símbolo brega da música brasileira. Afinal, mesmo quem tem uma crítica na ponta da língua para soltar em referência a ele não consegue sair imune a Sandra Rosa Madalena, O Meu Sangue Ferve Por Você, Me Chama que Eu Vou ou Tenho (no clipe abaixo, com detalhe para a participação da – hoje cult – atriz Débora Falabella).

Gretchen

Gritinhos impagáveis e um bumbum generoso transformaram Gretchen em uma artista única. Ela não precisa que suas músicas façam sentido nem sequer que tenham letra compreensível – vê-se os sucessos Freak Le Boom Boom, Conga Conga Conga e Piripiripiri. Basta a cantora, hoje com 51 anos, pegar o microfone e fazer o que sabe melhor: sorrir e rebolar. E quem tem coragem de deixar o pudor de lado não consegue ficar parado. Só uma pergunta sobre suas músicas ainda permanece sem resposta: se as letras não precisam mesmo ter nexo, por que ela não canta em português?

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Banda Calypso

Joelma e Chimbinha são a maior prova de que há uma parcela da população – muito maior do que você pensa – que ama a breguice. Nada mais explicaria o estouro da banda Calypso, que arrasta uma verdadeira multidão de fãs a seus shows por todo o Brasil e já vendeu mais de 10 milhões de álbuns. Do título da música que lançou o grupo ao estrelato – Cavalo Manco – às roupas bufantes e chamativas da vocalista Joelma passando pelo topete loiro de Chimbinha, tudo parece ter sido criado para ostentar o que há de mais extravagante no mundo.

https://youtube.com/watch?v=HWzpEqnxGVE

Waldick Soriano

Poucas coisas são mais bregas (e lindas, ok) do que o amor. Por isso, quem canta músicas românticas sempre acaba taxado de brega. Junte-se a isso um cantor de voz grave, estilo triste, sempre usando roupas pretas, chapéus e óculos escuros. Pronto, está pintado um retrato real do que é ser cafona: Waldick Soriano. Entre suas músicas dor-de-cotovelo, a que cai fácil na boca do povo ainda hoje é Eu Não Sou Cachorro Não. Morreu em 2008, aos 75 anos, após dois anos lutando contra um câncer de próstata.

https://youtube.com/watch?v=WwTXmoYRXqk

Cauby Peixoto

Ser considerado por revistas americanas “o Elvis Presley brasileiro” não é para qualquer um. Apenas Cauby Peixoto tem classe para sustentar tal título em cima de sapatos devidamente lustrados e dentro de ternos reluzentes e perfeitamente alinhados, sem arrepiar um único cacho de cabelo. Não se pode negar que o cantor de voz aveludada mantém sua elegância como prioridade, ainda aos 82 anos – 56 deles de carreira –, com a mesma vaidade do jovem aspirante a cantor que apostava que uma boa vestimenta o ajudaria a chegar ao sucesso.

Falcão

Ele nasceu no Ceará – reduto de comediantes brasileiros – e decidiu fazer do escrachado seu ganha-pão. Para isso, bastou juntar frases em inglês e português em canções sem pé nem cabeça. Garantia de sucesso ou, pelo menos, de boas gargalhadas. Assim, Falcão transformou em hit músicas como Holiday Foi Muito e deu um toque todo especial em verdadeiros hinos do brega, como Eu Não Sou Cachorro Não, de Waldick Soriano, e que em sua voz tornou-se I’m Not Dog No. E se é para ser cafona mesmo, que seja vestindo ternos bem coloridos e nada menos do que um girassol na lapela.

Ovelha

A pele branca e os cabelos encaracolados lhe renderam o apelido pelo qual ficou conhecido em todo o país. Foi Chacrinha quem transformou Ademir em Ovelha depois de uma das muitas participações do cantor em um show de calouros nos anos 1970 – bem melhor do que os apelidos que tentaram emplacar antes, como Rato Branco. Vendeu ao longo da carreira mais de 4 milhões de discos, a maioria graças a suas versões de sucessos internacionais como Oh, Carol. Natural de Recife, hoje tem 58 anos.

Luiz Caldas

Uma questão lógica simples: axé é brega; Luiz Caldas é o rei do axé; Logo, Luiz Caldas é brega. O cantor baiano fez sucesso antes mesmo do ritmo ganhar de vez o Brasil, nos anos 1980, bem antes do surgimento de É o Tchans e afins. Começou misturando reggae com ritmos caribenhos, frevo, samba e o que mais houvesse disponível para sacudir o esqueleto. Ganhou os carnavais brasileiros e atingiu o auge gravando a música-tema de uma das personagens mais marcantes da ficção brasileira: Tieta.

Rita Cadillac

Quando uma pessoa não tem amigos sinceros o suficiente para o impedir de pagar micos, acaba ficando como Rita Cadillac: alguém que acha que canta e acredita que faz sucesso. Não, música definitivamente não é a sua praia – pelo menos com o microfone na mão. Já dançando e rebolando, a história é outra. Afinal, foi de costas que ela se consagrou como a chacrete mais famosa e é dessa forma que permanece conhecida até hoje. Tanto é verdade que ela mesma disse que, quando morrer, deseja ser enterrada de bruços, para deixar à mostra sua parte preferida do corpo.

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