Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Canadá: O Exército Vermelho volta a atacar… na música

Por Por Michel VIATTEAU
13 set 2011, 16h35

Após as apresentações no Vaticano e na Otan, um coro formado por militares, que começou a ser chamado Exército Vermelho, na sua apresentação, na França, acaba de conquistar o Canadá. Na realidade, o verdadeiro Exército Vermelho, rebatizado “Exército Soviético” em 1946, não existe há 65 anos, mas a tradição de danças e cânticos, que também representa, com seu coro militar, prossegue marcha vitoriosa na música.

Os artistas de uniforme, com suas vozes possantes, seduzem o público.

No começo, eles entoam o hino nacional do país onde se apresentam, seguido do hino russo, acrescentando, também, no repertório, algumas canções militares locais.

A adaptação ao mundo novo, no qual a Rússia não é mais uma suporpotência militar, não foi muito difícil para eles: trata-se, sempre, de representar a cultura russa.

“Ex-vitrine cultural da potência militar soviética, o conjunto Alexandrov manteve praticamente o mesmo repertório de então, com trechos imortais de Kalinka e Katioucha, as danças dos marinheiros, dos cossacos e dos sabres georgianos.

Continua após a publicidade

Para os nostálgicos, oferece uma viagem no tempo.

“Não posso negar; tremo quando ouço ‘Sur la longue route’, Na longa estrada, numa tradução literal, disse Anna, uma russa quarentona que vive no Canadá há 15 anos. “Faz-nos lembrar nossa infância, nossa juventude”, explica sua irmã Svetlana, que veio ouvir o coro que se apresentou em agosto e setembro, com lotação esgotada, de Québec a Toronto, passando por Montreal.

Mas, segundo o diretor do coro, o coronel Leonid Malev, os emigrantes de língua russa são apenas maioria entre nossos espectadores, “talvez 8 ou 10%”.

A visita ao Vaticano, na época do Papa João Paulo II, em 2004, também marcou os espíritos. Os artistas dizem que tudo mudou para eles desde a queda do Muro de Berlim, incluindo sua apresentação no QG da Otan na Bélgica, em 2007.

Continua após a publicidade

“Quando o convite oficial do Vaticano chegou a Moscou, isso tornou-se um assunto de Estado”, lembra-se Malev. “Houve logo uma reunião entre a presidência, o Ministério das Relações Exteriores, a Defesa e o Patriarcado ortodoxo, e finalmente chegou a autorização”.

Após o concerto, João Paulo II, já enfraquecido pela doença, dirigiu ao coronel “Bravo Rossia”, o que ele se lembra como o mais precioso cumprimento.

O conjunto se apresentou como “o Coro do Exército Vermelho” ao fazer uma turnê na França, em 2010. E agora, prepara uma nova viagem ao país.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.