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Caetano, Rihanna e mais artistas que barram uso de canções por políticos

A associação de sucessos musicais a causas políticas tem provocado embates públicos

Por Flávio Monteiro 1 ago 2026, 18h00
Caetano, Rihanna e mais artistas que barram uso de canções por políticos Priorizar nos meus resultados Google

Historicamente, campanhas políticas buscam se apropriar de elementos da cultura popular, como músicas e obras artísticas, para criar identificação com o eleitorado. No entanto, nem sempre os artistas “homenageados” com essas citações concordam com as posições defendidas pelos políticos responsáveis pelo uso de suas obras. Os episódios mais recentes aconteceram com as cantoras Fernanda Abreu e Katy Perry, que viralizaram ao reclamar do uso de suas músicas por políticos com os quais não compartilham das mesmas ideias. A coluna GENTE relembra cinco episódios em que artistas se revoltaram contra o uso de suas obras em campanhas ou manifestações políticas. Confira abaixo.

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Dexter x Pablo Marçal

Durante a corrida eleitoral de 2024 para a prefeitura de São Paulo, o então candidato Pablo Marçal (União) se utilizou de um trecho da música Oitavo Anjo, do rapper Dexter, em um vídeo de sua campanha que foi publicado nas redes sociais. Imediatamente, o artista reagiu, emitindo um comunicado público onde afirmava não ter autorizado o uso da música e exigindo a retirada imediata do material, destacando que “as ideias do referido candidato não refletem em hipótese alguma a posição e opinião política pessoal do artista”. O caso foi parar na Justiça, e Marçal foi condenado a pagar 20 mil reais ao cantor. “Qual que é a jogada do cara? Usar a minha música para angariar o meu público”, disse Dexter em entrevista ao podcast Podpah na ocasião. “Por aí eu já tirei ‘esse cara tá usando a gente'”, completou.

Paula Toller x Fernando Haddad

A ex-vocalista da banda Kid Abelha entrou em um processo judicial contra Fernando Haddad e o Partido dos Trabalhadores por uso indevido de um trecho de sua música Pintura Íntima durante a campanha presidencial de 2018. Embora inicialmente a Justiça tenha dado ganho de causa para Paula Toller, o PT e Haddad recorreram a uma instância superior, com o Supremo Tribunal de Justiça revertendo a decisão. De acordo com o STJ, o vídeo que atrelava um trecho da música com a campanha de Haddad tinha sido produzido por apoiadores, e o então candidato não poderia ser responsabilizado por atos de terceiros.

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Caetano Veloso x Jair Bolsonaro

No início de 2022, o presidente JairBolsonaro (PL), utilizou seu perfil oficial no Instagram para divulgar ações do governo e adicionou trechos de músicas de diferentes artistas às postagens. Entre as canções, estavam presentes O Leãozinho e Andar com Fé, ambas de Caetano Veloso, que não ficou nem um pouco feliz com a ação. “Gente, como é que esse indivíduo usa músicas e interpretações de artistas que ele detona nas redes sociais?”, questionou a esposa do cantor, Paula Lavigne, em um comentário online. Posteriormente, o perfil do próprio Caetano disse que iria processar o presidente por uso indevido das músicas.

Fernanda Abreu x Douglas Ruas

A cantora Fernanda Abreu se revoltou após descobrir que a música Rio 40 Graus, composta por ela em parceria com Fausto Fawcett e Carlos Laufer, foi utilizada sem autorização em uma postagem no Instagram que anunciava a candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio. O post não é de autoria de Ruas ou do PL, sendo feito pelo jornal Diário do Porto, mas não impediu que Fernanda repudiasse o uso da canção. “Já estou tomando as providências, esse jornal vai ter que tirar imediatamente do ar a minha música. Eu não autorizei, não liberei. Eu jamais votarei em nenhum candidato do PL. Só para esclarecer e deixar bem claro o que está acontecendo aqui”, disse.

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Vários x Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump tem um histórico grande de conflitos com músicos pelo uso não autorizado de canções. O episódio mais recente aconteceu com a cantora Katy Perry, que fez críticas ao governo do republicano após o perfil oficial da Casa Branca publicar um vídeo com imagens de ataques militares cuja trilha sonora era o hit Firework. Diversos outros artistas e bandas, como Beyoncé, Celine Dion, Rihanna e The Rolling Stones, também se manifestaram contra o uso das músicas por parte do Laranjão.

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