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Bon Jovi, astro do rock nos anos 80, está de volta grisalho e quer ser avô

Aos 59 anos, ele canta em novo álbum sobre a família e também sobre os acontecimentos políticos do ano passado

Por Felipe Branco Cruz Atualizado em 12 mar 2021, 11h25 - Publicado em 12 mar 2021, 06h00

Jon Bon Jovi está sentado em um canto da sala de casa, em Nova Jersey. Sua cabeleira, agora grisalha, chama a atenção. Sem receio de assumir a idade (e a falta de tato com a tecnologia), o roqueiro americano olha para a câmera do computador e elogia as maravilhas da modernidade. “Isso aqui é incrível, sensacional. Se eu consigo mexer no Zoom, qualquer pessoa consegue”, diz ele, numa frase que qualquer adolescente provavelmente já ouviu centenas de vezes de seus pais ou avós. Bon Jovi havia completado 59 anos na véspera, e conversou com VEJA para divulgar o clipe de Story of Love, faixa inspirada em sua família: a esposa Dorothea, com quem está casado há 31 anos, e os quatro filhos, com idades de 16 a 27. “Agora, sou só o pai dos meus filhos. Espero que tenham a alegria de ter os próprios filhos e eu, de ser avô”, diz. Talvez a única coisa que falte para a vida de Bon Jovi ficar plena é fazer as pazes com Richie Sambora, ex-guitarrista de sua banda, que não vê há cinco anos: “Sinto falta dele diariamente”.

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Um dos dez roqueiros mais ricos do mundo e figura onipresente nas rádios nos anos 80 e 90, Bon Jovi passou seis meses de 2020 lavando pratos em seu restaurante popular, o JBJ Soul Kitchen, que distribui alimentos aos mais pobres. Na parte musical, diz que se tornou “testemunha ocular da história”. Seu novo álbum, 2020, lançado no fim do ano passado, tem faixas sobre George Floyd e o movimento Black Lives Matter, sobre as eleições americanas e o controle das armas de fogo, além da Covid-19. “Sou como um repórter. Eu relato os fatos, mas não digo nas letras das músicas: ‘não compre uma arma’ ou ‘os republicanos estão errados (partido de Donald Trump)’. Está implícito.” Mesmo não se considerando um cantor político, Bon Jovi declarou voto em Joe Biden e se apresentou na posse interpretando Here Comes the Sun, dos Beatles. “Foi uma música bastante apropriada para o momento”, afirma.

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GALÃ - A “peruca” dos anos 80: hits românticos onipresentes nas rádios – Ross Marino/Getty Images

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No passado, o cantor fez sucesso com baladas como Bed of Roses e personificou a imagem do poser — os roqueiros dos anos 80 que gastavam mais tempo fazendo escova no cabelo e manicure do que se aplicando na música. Prestes a virar sessentão, ele hoje quer distância da antiga fama de galã. “Eu poderia pintar meu cabelo, aplicar Botox e continuar cantando aquelas músicas, fingindo ser alguém que não sou. Mas não seria eu mesmo.” Nada como um dia após o outro.

Publicado em VEJA de 17 de março de 2021, edição nº 2729

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