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Bobby McFerrin abre 5ª edição da Série Jazz All Nights

Por Da Redação 28 jul 2011, 09h45

Por AE

São Paulo – É dele o hino para combater qualquer depressão, “Don�t Worry Be Happy”. Uma canção que transborda felicidade e boas energias. Basta assoviar a introdução que uma boa sensação emana pelo corpo. Mas nem mesmo seu autor está sempre sorridente. Ou despreocupado. O jazzista inglês, radicado em Nova York, Bobby McFerrin, de 61 anos, nem sempre está de bom humor. “Não tem ser humano que seja feliz sempre”, disse McFerrin, por telefone, ao Jornal da Tarde, da sua casa, na Filadélfia (EUA).

É, no mínimo, irônico que o músico não goste particularmente do seu maior sucesso, lançado em 1988, com o qual ganhou o Grammy de Melhor Canção no ano seguinte e que atingiu o topo das paradas da americana Billboard. Ele também não sabe explicar muito a razão do sucesso da música. “Acho que foi o momento em que a canção foi lançada. Havia muita tensão no ar e o pensamento positivo da música ajudou as pessoas a passar pelos problemas”, diz. “Mas eu não estava triste quando a compus”, completa.

Não é que McFerrin não goste de “Don’t Worry Be Happy”, apenas não quer ser lembrado somente por ela. Ele é um músico competente e premiado demais para essa simples avaliação. Tem dez prêmios Grammy na estante, vendeu 20 milhões de cópias, somando a venda de seus 18 discos. Ou seja, lembrá-lo por apenas uma canção não deixa de ser leviano. Um pecado frente a um músico capaz de encantar com canções à capela, interpretando até a bela “Ave Maria”, de Bach. Assisti-lo hoje, às 22h, no Via Funchal, abrindo a quinta edição da Série Jazz All Nights, em São Paulo, é estar preparado para se surpreender. É o que ele espera. “Não vou ao Brasil desde 1985 ou 86, nem lembro direito. Estou realmente emocionado. Desejo que essa espera toda valha a pena”, confessa.

Pelo telefone, a voz que chega é pausada e um pouco sussurrada. McFerrin é calmo e exala tranquilidade. No palco, ele prima por despertar esse mesmo sentimento. “Gosto de deixar o público relaxado. Quero que eles participem bastante do show, cantem comigo. Isso é muito importante para o que eu faço”, afirma.

Para isso, ele tem na sua carteira de truques algo que parece mágica. É capaz de transformar a voz do público num instrumento tocado por ele. É possível encontrar, no Youtube, vídeos em que McFerrin pula, de um lado para o outro, subindo e descendo na escala pentatônica, indicando qual é a nota que deve ser cantada pelos presentes. E, acredite, dá muito certo. “É uma outra forma de fazer com que as pessoas participem”, diz. A técnica foi criada há 15 anos. “É impressionante como o cérebro responde naturalmente aos padrões da música. Em todos os lugares do planeta, as pessoas entendem isso”. No palco, ele se torna uma espécie de regente. “Devo fazer isso em São Paulo, sim”, adianta o músico. As informações são do Jornal da Tarde.

Série Jazz All Nights – Bobby McFerrin. Hoje, às 22h. Via Funchal (Rua Funchal, 65, Vila Olímpia). Tel. (011) 3846-2300. Preços: de R$ 150 a R$ 400.

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