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Bob Dylan admite vício em heroína em entrevista inédita

Além de falar sobre drogas, Dylan disse que pensou em suicídio

Por Da Redação 23 Maio 2011, 10h18

O músico americano Bob Dylan admitiu ter sido viciado em heroína e pensado várias vezes em suicídio. As declarações foram dadas a um crítico de música e amigo do cantor em 1966, mas divulgadas pela primeira vez nesta segunda-feira, pela BBC. As fitas da entrevista concedida por Dylan foram descobertas durante uma pesquisa para a edição revisada de sua biografia, No Direction Home, assinada por Robert Shelton. A nova edição coincide com o aniversário de 70 anos do cantor, nesta terça-feira. “Adquiri o hábito da heroína em Nova York”, contou na década de 60. “Fiquei muito, muito viciado por um tempo, digo realmente viciado. E consegui me livrar. Eu tinha um hábito que custava cerca de 25 dólares por dia e me livrei dele.”

Acredita-se que esta tenha sido a única vez em que o compositor de Like a Rolling Stone confessou seu vício na droga. A entrevista de duas horas, transmitida pela rádio BBC, foi feita em um voo no jato particular de Bob Dylan, durante uma turnê pelos Estados Unidos. Ele e Shelton, crítico musical que ajudou a alavancar sua carreira, iam de Nebraska a Colorado.

Além de falar sobre a heroína, Dylan, então com 24 anos, revelou que pensou em cometer suicídio. “A morte para mim não é nada… A morte para mim não significa nada, contanto que eu possa morrer rápido. Por muitas vezes eu soube que seria capaz de morrer rápido, e eu poderia facilmente ter ido em frente e feito isto”, afirmou o cantor. “Admito que tenho esta coisa suicida…”, acrescentou. Indagado sobre suas composições, Dylan disse que levava seu trabalho menos a sério do que qualquer pessoa e que sua produção não bastava para fazê-lo feliz. “Você não pode ser feliz apenas por fazer uma coisa legal.”

Voltando ao tema do suicídio, o jovem cantor refletiu: “Não sou o tipo de cara que vai cortar fora uma orelha se não consegue fazer alguma coisa. Sou o tipo de cara que simplesmente cometeria suicídio. Daria um tiro na cabeça se as coisas ficassem ruins; pularia de uma janela… Cara, eu daria um tiro em mim mesmo. Você sabe que eu posso pensar sobre a morte, abertamente”.

(Com agência France Press)

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