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BBB ‘crazy’ termina como o mais careta da Globo

Apesar da escalação cheia de 'periguetes' e ex-participantes populares, foi Boninho quem mais brilhou, inventando provas e sustos para manter a adrenalina em alta

Por Emylinn Lobo, do Rio de Janeiro 26 mar 2013, 10h13

Era para ser o BBB ‘crazy’, como conclamou Pedro Bial na abertura do 13º Big Brother Brasil. A loucura propulsora que levaria a audiência do BBB13 à estratosfera viria de uma química explosiva, que pôs no programa ex-BBBs queridos do público, novas e curvilíneas periguetes, rapazes sarados e a infalível máquina de repercussão em redes sociais, o motocontínuo dos reality shows. Estranhamente, o programa que termina nesta terça-feira foi o que teve menos movimento sob o edredom, o que menos levantou escândalos públicos e o que mais sofreu na audiência da TV aberta. Foi ruim? Não, nem de longe.

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A estrela do Big Brother está, como nunca esteve, no “estado da arte” dos reality shows, alcançado pelo diretor Boninho e os criadores de maldades a serviço do entretenimento. A primeira delas, a participação de ex-BBBs que, se não chegaram à grande final, foram os responsáveis por fazer o programa ter histórias conhecidas do público desde os primeiros minutos de exibição. As torcidas por Kléber Bambam, Dhomini, Fani, Natália, Anamara e Elieser trataram de eliminar a fase chata do programa, em que o público ainda procura nos participantes algo para gostar e odiar.

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Bambam roeu a corda na primeira semana, e pressagiou algo que nem a produção esperava: os brothers, apesar de loucos pelo prêmio, aprendem como funciona a repercussão avassaladora do que acontece na casa do BBB, e passam a jogar com isso. A tendência é jogar mais e se soltar um pouco menos, como fez Natália, uma contida e prudente participante que em nada lembrava a tresloucada de sua primeira passagem pelo reality.

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Foi essa experiência também que motivou o beijo lésbico – e nada mais – entre ela e Fani. A dupla já posou nua lado a lado para um ensaio de PLAYBOY, e ganhou pontos para continuar faturando depois de mais uma apimentada no imaginário dos fãs do lado de fora. Mas sexo, mesmo, nada feito.

A soma desses comportamentos com o perfil pudico – ou falso? – dos novos participantes fez do BBB13 uma espécie de namoro sem beijo, ou casamento sem sexo. A finalista Andressa foi dissimulada o bastante para trair o namorado que diz ter fora da casa, alimentar ao mesmo tempo o romance com Nasser e o amor platônico indisfarçável do professor Ivan. Mas o edredom não sacudiu, como esperavam os mais afoitos.

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Depois da montanha russa do BBB12 – que variou de uma suspeita de crime sexual a um excesso de cautela que deixou o programa sem graça durante algumas semanas – a produção de Boninho estava pronta para tudo. O desempenho dos confinados, então, não importou tanto. Boninho inventou de tudo: sequestrou a verborrágica Kamilla por um dia, para deixar os brothers com uma pulga gigante atrás da orelha; infiltrou um falso participante argentino, para medir a capacidade de bajulação dos confinados; caprichou em provas que dão o que falar no Twitter e no Facebook, com destaque para o carro que se revirava e causava ânsia de vômito nos participantes; fez nascer o “líder mané”, a eliminação falsa de Anamara

Com a falsa modéstia de quem pilota um dos programas mais lucrativos da emissora, Boninho disse, ele próprio, que não sabia se este seria o último. O BBB13 mostra que, apesar de desgastado, o reality show ainda é capaz de render muito dinheiro e repercussão, ainda que esse público não esteja mais preso aos horários da TV aberta.

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