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Babilônia: o desabafo de Gilberto Braga e Dennis Carvalho

Autor e diretor deram justificativas semelhantes sobre a audiência fraca da novela das 9. E afirmam que o Brasil encaretou: 'As pessoas ficam chocadas com coisas que não se chocavam antigamente', diz Dennis.

Por Bruno Meier 31 Maio 2015, 17h25

O novelista Gilberto Braga e o diretor Dennis Carvalho se manifestaram pela primeira vez sobre o desempenho da novela das 9, Babilônia. Braga está deprimido. “Sofro a humilhação pública diária de perder para a novela das 19h, I love Paraisópolis“, afirmou em entrevista para o jornal O Globo, neste domingo. “É uma decepção muito grande. Escrevo achando que está bom e na Bahia e em Goiás dou 12 de audiência. O que é isso?”. Carvalho diz estar muito assustado com a reação do público. “Nós estamos no século 21, em 2015. E de repente as pessoas ficam chocadas com coisas que não se chocavam antigamente”, desabafou no programa Ofício em Cena, novo programa da GloboNews, espécie de Inside the Actors Studio brasileiro com profissionais do canal. “É uma novela muito parecida com várias outras que já fiz, em matéria de maldade, vilania, de sexo, de chantagem, corrupção – até de homossexualismo, que já tinha em Brilhante. E o público rejeitou violentamente o começo dessa. Fizeram uma pesquisa e as pessoas diziam: ‘Ah, tem muita maldade!’. ‘Ah, tem muita corrupção!’ Coisa que sempre teve em toda novela”.

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A dupla se alinha no discurso de que o país está careta demais. Criador de sucessos como Dancin´days e Vale Tudo, Gilberto começa: “Não tenho a menor dúvida. Quer a prova? Não pode ter nudez nem masculina nem feminina. Nos anos 80 tinha a bunda de um homem de fora na abertura de novela das 19h (Brega e Chique, em 1987). Hoje não poderia. Por quê? O Brasil encaretou”. Complementa Carvalho: “Houve uma certa regressão do conceito das pessoas, de politicamente correto. Vale Tudo, Celebridade não passariam hoje. As pessoas odiariam. Tudo tem que ser politicamente correto. Aí as coisas ficam chatas, ficam babacas, ficam caretas”.

Feita para comemorar os 50 anos da Globo, Babilônia é o maior fiasco da emissora no horário das 9. Lançada no fim de março, colheu uma audiência morna em sua estreia, com 33 pontos em São Paulo, e viu desabar para 25 pontos nas últimas semanas. O tradicional grupo de discussão foi antecipado para estancar a fuga de espectadores. “A situação era calamitosa. No Nordeste e em Goiás, deu 12 pontos”, lembra Braga. Com isso, o horário das 9, carro-chefe da programação da Globo, se encontra numa situação impensável tempos atrás: é hoje o terceiro programa mais visto da emissora – perde para a trama das 7 e o Jornal Nacional.

Prestes a completar 70 anos, Braga deseja apenas um presente em 2015: “Quero ganhar de I love Paraisópolis“.

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