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As razões que fizeram de ‘Chicago Fire’ a série mais vista no Brasil

Ao unir emergências realistas e muito drama humano, produção chega à décima temporada no auge — e se impõe como franquia de maior audiência da TV paga

Por Raquel Carneiro Atualizado em 7 jan 2022, 10h00 - Publicado em 8 jan 2022, 08h00

O alarme dispara em um corpo de bombeiros que recebe ligações em ritmo vertiginoso: acidente de trânsito, acidente doméstico, incêndio e até afogamentos são algumas das emergências que necessitam de ajuda. Muitas vezes, elas vêm acompanhadas apenas da localização para a qual os socorristas devem correr o mais rápido possível. No lugar, a gravidade (ou simplicidade) do cenário se revela. O assombro pelas peculiaridades de uma profissão em que o desconhecido e o perigo são rotina foi o que, há dez anos, instigou o americano Derek Haas a desenvolver a série Chicago Fire, que estreia sua décima temporada na segunda-feira 10, no canal pago Universal TV. O lançamento vem combinado, a partir das 21h30, com novos episódios de seus dois títulos derivados: Chicago Med e Chicago P.D., sobre um hospital e uma delegacia de polícia, chegam à sétima e nona temporada, respectivamente. “São séries sobre pessoas que correm rumo ao lugar de onde todos, inclusive os ratos, estão fugindo”, definiu Haas a VEJA, em entrevista pelo Zoom. “A pandemia evidenciou quanto não damos o devido valor a esses heróis cotidianos — algo que nossas séries tentam corrigir.”

Chicago Fire: Season 1

O reconhecimento se reflete em índices de audiência. No Brasil, o trio da franquia Chicago fechou 2021 no topo do ranking das séries mais vistas no país — colocando, em diversas ocasiões, o Universal TV na liderança geral de audiência da TV paga. Nos Estados Unidos, Chicago Fire, exibida pela rede NBC, alcançou a média de 11 milhões de espectadores por episódio. Se a popularidade já era espetacular, a pandemia ampliou ainda mais a força da franquia. Na virada de 2020 e 2021, os desafios da luta contra a Covid-19 chegaram a ser um elemento central do roteiro. Mas os novos capítulos já vislumbram um mundo pós-­pandêmico: enfim, as emergências deixaram de conter máscaras ou medidores de temperatura.

Chicago Fire: Season 3

O trunfo de Chicago Fire e seus filhotes reside, afinal, em outro ponto: o fator humano. Fora os perigos e a adrenalina típica de filmes de ação, os bombeiros da Estação 51 vivem tramas folhetinescas palatáveis. Como em um novelão com testosterona, Chicago Fire tem romance, brigas, bebedeiras e muito “bromance” — termo em inglês usado para designar uma forte amizade entre homens. “Ao visitar os corpos de bombeiros para escrever a história, notei que o excesso de convivência transforma esses profissionais em uma família paralela”, conta Haas. “Eles comem juntos, saem juntos nas folgas e, nos plantões da madrugada, até dividem quartos.”

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Chicago Fire: Season Five

Na nova temporada, essa família sofrerá baixas: dois personagens essenciais deixarão a trama. Um ficará pouco tempo fora; já o outro não tem data para voltar, mas deixou a porta aberta para futuras participações. Dizer mais que isso, ou citar seus nomes, pode estragar a surpresa dos espectadores. Uma das despedidas se dará no quinto episódio, que também será histórico por assinalar a marca dos 200 capítulos no total — número capaz de atestar a resiliência de qualquer série. Chicago, claro, é uma personagem à parte, e crucial nesse pacote bem-sucedido. Com quase 3 milhões de habitantes, a metrópole americana foi palco de lutas raciais históricas, altos e baixos econômicos e, ainda hoje, registra índices alarmantes de homicídios. Seus heróis da vida real fazem sucesso, mas têm muito trabalho.

Publicado em VEJA de 12 de janeiro de 2022, edição nº 2771

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Chicago Fire: Season 1
Chicago Fire: Season 1
Chicago Fire: Season 3
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Chicago Fire: Season Five
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