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As razões de McCartney para não dar mais autógrafos ou posar para selfies

O ex-beatle alegou estar cansado dos pedidos dos fãs - mas a decisão guarda também uma razão comercial bem concreta

Por Felipe Branco Cruz Atualizado em 26 out 2021, 13h32 - Publicado em 25 out 2021, 16h02

O ex-beatle Paul McCartney, de 79 anos, anunciou que não dará mais autógrafos, nem posará para selfies ou fotografias. Desde 2010, o cantor já manifestava em entrevistas que se incomodava com os incessantes pedidos dos fãs. Agora, é definitivo. Em entrevista para a revista Reader’s Digest, o artista contou que a razão para dar um basta é bastante simples: ele está de saco cheio. O fim dos autógrafos e fotos também guarda uma razão comercial: tudo que ele toca ganha depois valor comercial e acaba fatalmente revendido muito mais caro na internet.

“Sempre me parece um pouco estranho uma pessoa chegar para mim e dizer: ‘Escreva seu nome no verso dessa nota fiscal, por favor?’. Por quê? Nós dois sabemos que eu sou”, disse ele. Paul afirma que prefere conversar com os fãs do que simplesmente rabiscar um papel ou posar para fotografias que ficarão fora de foco com ele demonstrando estar infeliz. Alguns anos atrás, o baterista e ex-colega de banda Ringo Starr também anunciou a mesma decisão, após ver seus autógrafos sendo vendidos no eBay. O músico disse que a partir de então somente daria autógrafos se fosse para caridade.

Nos shows que fez no Brasil, McCartney já chegou a convidar fãs no palco para autografar os braços deles – depois, a assinatura seria eternizada em tatuagens. A decisão de McCartney está longe de ser incomum. Além dele e de Ringo, artistas como Chris Pratt, Mark Hamill, William Shatner, Emma Watson, Bill Murray, Jonah Hill e Steve Martin também já abandonaram os autógrafos.

O mercado de autógrafos e afins movimenta milhões de dólares todos os anos. Uma franja de cabelo de Justin Bieber, cortada em 2011, foi vendida por 40 000 dólares no eBay. Já os cabelos de Elvis Presley foram vendidos por 115 000 dólares. Em 2008, Scarlett Johansson assoou o nariz em um lenço e o autografou. Em um leilão, o objeto foi vendido por 5 300 dólares. Até um chiclete mastigado por Britney Spears já foi vendido, atingindo 14 000 dólares. No Brasil, um chiclete mascado por Cauã Reymond também foi comercializado na internet por 349 reais. O motivo foi nobre. Foi o próprio ator que botou a goma de mascar à venda e destinou o dinheiro para a ONG Dentistas do Bem.

Na ficção, o filme Priscilla – A Rainha do Deserto já fazia graça com isso. Em uma impagável cena, a drag queen Adam (interpretado por Guy Pearce) carrega um pingente com um pedaço das fezes de um dos integrantes do Abba, que ela recolheu no vaso sanitário de um camarim. O mitológico Rei Midas, quem diria, ficaria com inveja dos famosos de hoje em dia.

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