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Após ‘Sol Nascente’, atores pedem fim da discriminação nas artes

Grupo de profissionais de ascendência oriental divulgou manifesto depois que a Globo estreou novela em que Luís Melo vive um personagem japonês

Por Da redação Atualizado em 31 ago 2016, 22h02 - Publicado em 31 ago 2016, 20h23

Depois da controvérsia de Sol Nascente, novela das 6 da Globo em que Luís Melo interpreta o personagem japonês Kazuo Tanaka, o Oriente-se, grupo de atores profissionais brasileiros com ascendência oriental, divulgou um manifesto em que pede por mais “igualdade étnica”. O texto será lido nesta noite, durante o lançamento do grupo em evento em São Paulo, e foi divulgado ao blog de Mauricio Stycer no portal Uol.

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O manifesto não cita a novela de Walther Negrão, mas o texto parece ser consequência do fato de o personagem de Melo não ser interpretado por um oriental. Na segunda-feira, uma das representantes do Oriente-se, Cristina Sano, afirmou ao site de VEJA após a exibição do primeiro capítulo do folhetim que não se sentiu representada pela novela. Além disso, Cristina, que também é atriz, apontou que, na estreia, os personagens que realmente são vividos por orientais ficaram apagados.

O manifesto, assinado por artistas e profissionais das artes de ascendência oriental, rejeita “práticas de discriminação étnica que ocorrem em algumas produções de audiovisual que retratam o oriental de forma estereotipada, preconceituosa e distorcida da realidade”. O texto reforça que os orientais que vivem no Brasil são parte integrante da sociedade brasileira. “Nascemos, vivemos e contribuímos com muito trabalho para o enriquecimento e desenvolvimento de nossa nação.”

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