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Após Ivan Lins, relembre vaias que marcaram o Rock in Rio

De Erasmo Carlos a Claudia Leitte, a exigente plateia do festival demonstrou diversas vezes sua insatisfação com atrações do line-up

Por Da Redação - 22 set 2015, 12h39
Claudia Leitte durante show no palco Mundo, no primeiro dia do Rock in Rio, em 23/09/2011
Claudia Leitte durante show no palco Mundo, no primeiro dia do Rock in Rio, em 23/09/2011 VEJA

A bandeira da paz sustentada pelo Rock in Rio, que prega a união das pessoas e seus diferentes estilos pela música, não funcionou como deveria em algumas ocasiões da história do festival. Que o diga Ivan Lins, vaiado no show em tributo aos 30 anos do evento, na última sexta-feira. Com a recepção negativa do público, o cantor entrou para o rol de músicos hostilizados no festival. Os casos mais marcantes aconteceram nas primeiras edições, quando, ao que tudo indica, o rock do nome levou parte do público a repelir quem não se encaixava na categoria metaleiro. E quem mais sofre com isso são os brasileiros, como Carlinhos Brown, recebido pela plateia com uma chuva de garrafas, em 2001.

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Confira na lista abaixo as vaias que já entraram para a história do Rock in Rio:

Erasmo Carlos (Rock in Rio 1985)

Para o Tremendão, a primeira edição do Rock in Rio, em 1985, foi um divisor de águas que revelou, na época, a existência de diferentes tribos e nichos. E ele descobriu a novidade da pior maneira. Erasmo Carlos subiu ao palco no primeiro dia do festival, data em que se apresentariam Iron Maiden, Queen e Whitesnake, e recebeu as vaias iniciais dos roqueiros que não gostaram da sua escalação para o evento. Depois, o público se acalmou. “Estávamos todos com nossas carreiras, junto aos nossos fãs e achando que todo mundo nos amava. Mas o metaleiro não queria ouvir o Tremendão cantando Sexo Frágil”, diz o cantor.

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Ney Matogrosso (Rock in Rio 1985)

A abertura da primeira edição do Rock in Rio também não foi das mais gentis com Ney Matogrosso, outra atração do mesmo dia de Erasmo Carlos. O show performático não agradou aos roqueiros, que vaiaram a apresentação, mas logo foram abafados pelos instrumentais e vocal poderoso do cantor. Os brasileiros só tiveram trégua na data quando Pepeu Gomes subiu ao palco e conseguiu fazer seu show — sem nenhuma vaia. 

Lobão (Rock in Rio 1991)

O roqueiro cheio de atitude foi alvo da multidão de metaleiros na segunda edição do Rock in rio, no Maracanã. O músico se apresentou após o pesadíssimo som do Sepultura e acabou vaiado pelos presentes. Lobão abortou o show logo na segunda música e pediu para sua banda parar enquanto dava uma bronca no público. Em troca, recebeu lixos jogados no palco. Sem paciência, o músico se retirou do local e deu espaço para a bateria da Mangueira – elemento surpresa do show — que encarou a plateia com uma torta de climão. 

Carlinhos Brown (Rock in Rio 2001)

É só começar a digitar o nome de Carlinhos Brown no sistema de busca do Google para a opção “Carlinhos Brown Rock in Rio garrafada” surgir. O cantor baiano se tornou o mártir da música durante a terceira edição do evento, que vinha de um hiato de dez anos. Agendado para se apresentar no mesmo dia do Guns N’ Roses, Brown mal conseguiu terminar de cantar o hit A Namorada enquanto recebia vaias e as garrafas jogadas pela plateia. “Eu sou da paz. Eu só jogo amor”, respondeu o cantor, antes de fazer um comentário menos educado para o público. 

Claudia Leitte (Rock in Rio 2011)

A cantora de axé até foi bem recebida pelo público da quarta edição do Rock in Rio, mas se enroscou quando decidiu cantar a música Corda do Caranguejo. A canção que exige uma dança difícil de ser realizada em lugares lotados foi rejeitada pelos presentes, que começaram a gritar “não” para Claudia. “Você aguenta o curso? Foi para isso que você se matriculou?”, perguntou a cantora, antes de receber uma afinada vaia da plateia. 

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