Após imitar Madonna, Lady Gaga copia Michael Jackson | VEJA
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Após imitar Madonna, Lady Gaga copia Michael Jackson

Cantora faz a linha celebridade com causa social em visita ao Cantagalo. Mas vai bem escoltada: cerca de cinquenta policiais subiram o morro com ela

Por Da Redação 8 nov 2012, 19h11

De mototáxi, com direito a uma parada para uma cerveja e alguns passes de futebol, a cantora americana Lady Gaga subiu o morro do Cantagalo, na zona sul do Rio, para conhecer um projeto social na favela. A visita, parte da estratégia da cantora de mostrar interesse por causas sociais, marcou a passagem de Gaga pela cidade, onde ela dá início nesta sexta à sua primeira turnê no país, no Parque dos Atletas. No domingo, ela canta em São Paulo. E, na terça-feira, em Porto Alegre. Subir o morro não é nada que outros famosos — desde Michael Jackson no Santa Marta, em 1996 — já não tenham feito. Mas de cópia Gaga entende: ela vive de colher elementos de outros artistas, especialmente da cantora Madonna.

Foi escoltada por um forte esquema de segurança que Gaga entrou na favela, onde atendeu a fãs, conversou com moradores e cantou com crianças do projeto social antes de retornar ao luxuoso hotel onde está hospedada, em Ipanema. “Eu apenas adoro o povo daqui”, disse a cantora ao chegar no Cantagalo, pacificado desde 2009, repetindo o mantra de todo artista que vem para o Brasil e balança a sua bandeira — coisa que, impressionante, Gaga também já fez, da sacada de seu quarto de hotel. Além dos batedores que acompanharam a cantora, cerca de 50 policiais, que atuam na comunidade, ajudaram na segurança. Do lado de fora do Criança Esperança, um grupo de moradores tentou forçar a entrada, mas foi controlado pela polícia.

Gaga ainda caminhou pela favela e entrou em um bar, chamado Sem Preconceito, com dois dos amigos. No local, ela conversou com os frequentadores, uma dupla de irmãos moradores da favela. “Ela se apresentou, perguntou nossos nomes e pediu uma cerveja. Falou obrigado e disse que nos amava”, contou André Luiz dos Santos, um dos frequentadores do bar. A cantora também tentou falar algumas palavras em português, mas não passou de “boa tarde” e “obrigado”. Gaga mandou fretar dois ônibus para levar moradores do Cantagalo ao show. Marketing social ou necessidade de encher o Parque dos Atletas, já que a bilheteria anda encalhada? Mais provável que os dois.

A visita à favela foi a única vez que a cantora saiu do hotel desde que fez check-in, na quarta-feira. Durante o dia, cerca de cem fãs acompanhavam a movimentação da cantora na frente do hotel Fasano. Entre eles, um sanfoneiro fazia versões em forró dos hits da cantora e covers tentavam dublar as músicas e mostrar figurinos mais extravagantes que o da popstar. “Não saio daqui enquanto ela não vir essa roupa que fiz”, disse a passista Victoria Staniecki, que trajava uma roupa feita com balões pretos que lhe custou 600 reais. “Quero que ela veja o modelo para usar em um show”, sonhava a paulista.

Por volta das 15h30, a cantora apareceu na sacada vestida apenas com uma camisa da seleção brasileira de futebol. Ela está hospedada em uma suíte de luxo com 130 metros quadrados e banheira com vista panorâmica para o mar de Ipanema. Na varanda, Gaga estendeu uma faixa em que dizia amar o Rio e acenou para os fãs, que gritavam eufóricos.

Acompanhada pelo pai, Joseph Germanotta, e por um grupo de amigos, a cantora trouxe ao país cerca de 150 funcionários. Para o almoço da comitiva, a cantora pediu camarão e peixe.

(Com Agência Estado)

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