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Anhembi: em noite de chuva, escolas apostam na nostalgia

Três agremiações levaram temas saudosistas ao Sambódromo. Rosas de Ouro e Vai-Vai foram os destaques do desfile, que aconteceu debaixo de um temporal

Por Da Redação
1 mar 2014, 08h40

Na primeira noite do desfile de escolas de samba de São Paulo, o grande destaque foi o temporal que atingiu a cidade. Torrencial, a chuva quase não deu trégua para as agremiações que passaram pelo Anhembi na madrugada deste sábado – e nem para quem estava nas arquibancadas e camarotes, já que as ruas ao redor do Sambódromo ficaram alagadas. Poças na avenida, goteiras dentro das alegorias e até granizo foram alguns dos obstáculos que os passistas precisaram superar durante os desfiles. Apesar do aguaceiro, todas as escolas conseguiram cumprir o tempo de 65 minutos. O único imprevisto aconteceu com o carro abre-alas da Tom Maior, última a entrar na avenida. A alegoria quebrou na concentração e precisou ser empurrada por empilhadeiras pelo Sambódromo, atrapalhando a evolução do desfile.

Leia também: Chuva em São Paulo alaga ruas ao redor do Sambódromo

Saudosismo – Nos enredos, a aposta foi na nostalgia. Pelo menos três agremiações – Rosas de Ouro, Dragões da Real e Acadêmicos do Tucuruvi – escolheram temas saudosistas para as suas apresentações. O resultado foi um desfile de ícones oitentistas e personagens infantis no Anhembi, como o boneco Fofão, o programa Chaves, o apresentador Chacrinha, a música Thriller e o brinquedo cubo mágico. Sempre favorita, a Vai-vai trouxe uma homenagem à cidade de Paulínia, no interior de São Paulo, e empolgou a sua enorme torcida nas arquibancadas.

Leandro de Itaquera – Responsável por abrir o Carnaval de São Paulo, a Leandro de Itaquera trouxe o futebol para a avenida – e precisou enfrentar chuva de granizo em seu desfile. No ano da Copa, a escola do mesmo bairro que abriga o estádio da abertura do Mundial contou com “jogadores” na comissão de frente e teve autorização da Fifa para usar símbolos oficiais do evento, como o mascote Fuleco.

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Rosas de Ouro – Depois de dois vice-campeonatos, a Rosas de Ouro entrou no Anhembi em busca do título. Beneficiada por uma trégua da chuva, a escola cantou o tema “Inesquecível” e falou dos momentos marcantes da vida. Iniciando a noite saudosista, a Rosas homenageou figuras que marcaram época como Ayrton Senna, Charles Chaplin e os Demônios da Garoa, empolgando o público e despontando como uma das favoritas. Outro destaque foi a rainha de bateria, a sempre bela Ellen Rocche.

X-9 Paulistana – Uma das agremiações mais castigadas pelo temporal em São Paulo, a X-9 Paulistana trouxe um enredo sobre a loucura, destacando personalidades consideradas insanas em suas épocas, como Raul Seixas e Albert Einstein. A escola precisou superar poças de água na avenida e goteiras em seus carros alegóricos. As luzes de led da comissão de frente se apagaram no meio do desfile por causa do temporal.

Dragões da Real – Outra a apostar na nostalgia, a Dragões da Real promoveu uma viagem de volta aos anos 1980 no Sambódromo. Ícones da década, como os brinquedos Genius e cubo mágico, além de seriados e novelas que deixaram saudade, apareceram na avenida. Confiantes, os integrantes do grupo gritaram “É campeão” ao final do desfile.

Acadêmicos do Tucuruvi – Com o enredo “Uma fantástica viagem pela imaginação infantil”, a Tucuruvi fez uma apresentação colorida e cheia de crianças. Primeira-dama de São Paulo, Ana Estela Haddad participou do desfile.

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Vai-vai – Com o apoio de boa parte das arquibancadas, a escola do Bixiga homenageou os cinquenta anos de Paulínia, polo industrial e cultural do interior de São Paulo. Maior campeã do Carnaval da cidade, a Vai-Vai fez um desfile competente e empolgou a torcida. Um dos destaques da noite, a agremiação vai firme em busca de seu 15º título.

Tom Maior – Com o dia já clareando, a Tom Maior celebrou Foz do Iguaçu, no Paraná. Depois de uma noite de muita chuva, a escola trouxe mais água para a avenida – dessa vez, fantasias em homenagem às Cataratas. A Tom Maior teve problemas técnicos, principalmente por causa da quebra do carro abre-alas, que precisou ser empurrado por uma empilhadeira. Apesar disso, a escola mostrou superação e conseguiu encerrar o desfile dentro do tempo.

(Com Estadão Conteúdo)

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