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‘Alguma fé ele tinha que ter’, diz padre amigo de Niemeyer

Arquiteto mais famoso do Brasil morreu na noite de quarta-feira aos 104 anos

Por Da Redação 6 dez 2012, 02h23

Amigo de Oscar Niemeyer, o padre Jorge Luiz Neves da Silva, mais conhecido como padre Jorjão, foi uma das personalidades que circulou pelo Hospital Samaritano depois da confirmação da morte do arquiteto. Um dos sacerdotes favoritos das celebridades cariocas, o pároco revelou que foi convidado pela viúva do arquiteto, Vera Lúcia Cabreira, para comandar uma reza em memória de Niemeyer.

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Apesar do notório ateísmo do arquiteto, Jorjão descartou qualquer contradição em rezar pela alma de Niemeyer. “Um homem como ele, que construiu tantas casas de Deus, não podia ser um homem sem fé. Alguma fé ele tinha que ter, pois era um homem iluminado”, explicou o padre. Entre as obras de maior destaque da carreira de Niemeyer estão a Catedral de Brasília e a Igreja São Francisco de Assis, no Complexo da Pampulha, em Belo Horizonte.

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O sacerdote contou também que Niemeyer estava especialmente abatido nos últimos meses por causa da morte de sua única filha, Anna Maria, vítima de um enfisema pulmonar em junho deste ano.

Niemeyer morreu às 21h55 desta quarta-feira, aos 104 anos. Segundo os médicos, ele foi vítima de insuficiência respiratória e estava rodeado pela mulher, Vera, e por outros familiares no momento da morte. Internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, no Rio, desde 2 de novembro, quando foi diagnosticado com desidratação. O arquiteto completaria 105 anos no próximo dia 15.

(Com reportagem de Léo Pinheiro)

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