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Al Pacino é a estrela do Festival de Veneza neste domingo

Ele exibiu novo trabalho como diretor e recebeu prêmio pelo conjunto da obra

Por Carlos Helí de Almeida 4 set 2011, 17h10

A grande atração deste domingo do 68º Festival de Veneza foi Al Pacino, que exibiu Wilde Salome, seu novo trabalho como diretor, e recebeu o prêmio Glory to the Filmmaker de 2011 pelo conjunto de seu trabalho. Ator de teatro, cinema e TV, ganhador de um Oscar (por Perfume de mulher), Pacino tornou-se um ícone da cultura americana depois de interpretar uma série de papéis marcantes no cinema, como mafioso Michael Corleone de O Poderoso Chefão (1972), o ladrão de banco Sonny Wortzit de Um Dia de Cão (1975), e o traficante Tony Montana de Scarface (1983).

Wilde Salome é parte um documentário sobre a montagem alternativa da peça Salome, do escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde (1854-1900), e parte um filme de ficção inspirado no mesmo texto. É também uma investigação sobre o signficado de Salome na trajetória de seu autor. “Com este documentário, tentei criar uma história…Mas nem mesmo não sei dizer ao certo o que este filme é. Gosto de dizer que é um documentário porque não é exatamente um filme de ficção… mas também não é um comentário. Isso também me confunde”, deixou escapar Pacino na tarde deste domingo, durante o encontro com a imprensa que precedeu à cerimônia de entrega do troféu.

Pacino lançou-se como diretor em 1996 com Ricardo III – Um ensaio, documentário no qual mostra os bastidores da montagem do clássico do dramaturgo William Shakespeare (1564-1616). Em 2000 lançou Chinese Coffee, drama sobre dois escritores fracassados, estrelado por ele e Jerry Orbach. “Richard III foi uma tentativa de popularizar a obra de Shakespeare nos Estados Unidos. Ainda há muito preconceito em relação aos textos no meio teatral do meu país”, contou o ator de 71 anos, que começou sua carreira no teatro, antes de descobrir o cinema.

Este ano, Pacino concorreu ao prêmio Tony, o Oscar do teatro americano, por seu desempenho em O Mercador de Veneza, outra peça de Shakespeare. O ator promete continuar explorando os palcos, mas não pretende deixar de fazer cinema tão cedo. “Ainda tenho filmes que desejo fazer, como ator e como diretor, e sempre digo para mim que vou ser seletivo com relação ao meu trabalho. Sempre digo isso, mas nunca cumpro. Mas estou determinado a só fazer um filme se ele for a coisa certa para mim”, disse.

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