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Adiamento de ‘Missão: Impossível’ 7 e 8 amplia impacto da pandemia na tela

A postergação dos filmes para 2021 e 2022 ilustra o dramático efeito dominó da crise do coronavírus sobre o calendário de Hollywood

Por Felipe Branco Cruz 25 abr 2020, 10h00

A crise causada pelo coronavírus, que já tinha paralisado em fevereiro as filmagens de Missão: Impossível 7 e 8 – rodados ao mesmo tempo como parte de uma única história – agora tem seu desdobramento oficial: os dois arrasa-quarteirão tiveram suas datas de estreia adiadas. A sétima parte estava programada para estrear em 21 de julho de 2021 e foi remarcada para 19 de novembro do mesmo ano. A oitava parte deverá estrear apenas em 4 de novembro de 2022.

Esses movimentos confirmam a expectativa de que o apagão provocado pela pandemia sobre a indústria do entretenimento em geral – e o cinema em particular sendo duramente atingido – deixará efeitos negativos por muito tempo sobre a cadeia de produção do setor. Cada filme que tem sua produção suspensa, estreia adiada e jogada para meses, ou até anos para frente, ajuda a bagunçar o cronograma de Hollywood num escala sem precedentes.

Tom Cruise já tinha começado a rodar Missão: Impossível 7 em locações em Veneza, na Italia, uma das áreas mais atingidas pela pandemia, quando as filmagens foram interrompidas pela quarentena.

A pandemia atingiu outros filmes, como 007 – Sem Tempo Para Morrer, Mulan, Velozes e Furiosos 9 e Viúva Negra, que tiveram suas datas de estreia adiadas. O que ocorreu com Missão: Impossível é mais um sinal da crise generalizada que solapou o mercado de entretenimento mundial.

As consequências para o cinema estão longe de ser calculadas, com salas lacradas e festivais cancelados. E a previsão para o retorno não é das mais otimistas, já que as salas de cinema, que promovem aglomerações, deverão ser um dos últimos lugares a serem liberados para o uso.

 

 

 

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