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Adele retorna mais pop, poderosa e relevante

Novo álbum da cantora britânica, ‘25’, chega às lojas com a expectativa de bater recordes de venda

Por Raquel Carneiro 20 nov 2015, 08h28

Aos 27 anos, Adele conquistou um lugar de destaque no panteão de grandes artistas do século XXI. Sua voz impecável e belas composições lhe trouxeram popularidade entre crítica e público, duo de opiniões que a tornou um sucesso de vendas estrondoso. Tanto que a sensação de orfandade foi generalizada quando a cantora britânica sugeriu, em 2012, que faria uma pausa de cinco anos na carreira. Por sorte, o hiato sem um disco durou “apenas” quatro anos, tempo suficiente para criar uma grande expectativa em torno de seu novo disco, 25, lançado nesta sexta-feira. O sucesso de 21 (2011) foi tão grande, que a própria não espera superá-lo. Contudo, no quesito qualidade, o novo álbum é, sem dúvida, superior aos dois anteriores – sendo o primeiro 19, lançado em 2008. Em vendas, ele também tem potencial para bater alguns recordes. E assim, como quem não quer nada, Adele retorna ao mercado fonográfico ainda mais poderosa e relevante.

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O disco, que deve encerrar a trilogia “da idade”, começa com a já conhecida Hello. O piano forte que embala a canção prossegue ao longo do disco, ora mais agressivo, ora suave e romântico. Apesar de dizer que a faixa diz respeito a ela mesma, a letra de Hello induz à ideia de que o telefonema foi destinado a um ex-namorado. A conversa com o passado prossegue na segunda faixa, Send My Love (To Your New Lover), uma espécie de rito de passagem para a nova fase da cantora.

A dor de cotovelo, tema de seus discos anteriores, começa a esvair. Com uma batida mais pop e uma clara influência de ritmos africanos, a faixa é destinada ao ex e à sua nova namorada. “Send my love to your new lover/ Treat her better” (Mande lembranças a seu novo amor/ A trate melhor), diz o refrão. O clima despojado é resultado da boa parceria com o produtor sueco Max Martin, que já colaborou com diversos ídolos da música, como ‘N Sync, Taylor Swift e Britney Spears.

O momento de alegria é interrompido por I Miss You, canção com início sombrio, instrumentos ecoados e sintetizadores. O piano é substituído por uma bateria em primeiro plano, que dá um tom sensual à faixa em que ela pede para seu amante manter acesa a chama do amor.

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Em seguida, o segundo single, When We Were Young, surge no que parece ser a música mais nostálgica do disco – mas não é. A balada coescrita pelo cantor Tobias Jesso Jr. é deliciosa e relembra icônicos cantores pop, como Elton John. Porém, a exaltação do passado ganha um peso maior na nona faixa, Million Years Ago. A balada com cara de bossa nova é entoada por uma Adele emocionada, com um violão acústico ao fundo e um grave backing vocal. Na letra, a cantora fala sobre arrependimentos, desejos que nunca realizou, a saudade que sente de amigos e familiares, e o rumo que sua vida tomou.

A nostalgia também faz uma ponta na sétima faixa, River Lea. O afluente que deságua do rio Tâmisa serve como uma metáfora para seu amadurecimento. “When I was a child I grew up by the River Lea/ There was something in the water, now that something’s in me” (Na infância eu cresci próximo ao rio Lea/ Havia algo na água, e agora há algo em mim), diz o começo da canção. Sintetizadores e um teclado eletrônico dão um tom atual ao clima soul. O mesmo tipo de melodia acompanha Water Under the Bridge, porém mais próxima do pop anos 1980. As duas faixas, juntamente com Send My Love, são as mais modernas de 25, e também as mais diferentes da discografia da cantora.

O bom e velho coração partido ganha espaço em Love In the Dark e All I Ask. Ambas abusam de um belíssimo piano, o conhecido vozeirão de Adele e letras sobre um fim inesperado. Destaque para a dramática All I Ask, feita em parceria com o cantor Bruno Mars.

Já a maternidade é a fonte de inspiração para Remedy e Sweetest Devotion. Apesar de não conter nenhuma referência explicita ao filho, Angelo, 3 anos, é evidente que o amor e ternura expressos ali vão além das paixões entoadas por Adele em outras baladas até agora. Uma prova de que os temas se expandiram e a cantora, que já era considerada à frente de outras de sua idade, fica cada vez melhor com as novas fases da maturidade. E tudo isso é apenas fruto de seus 25 anos.

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Adeus, Taylor Swift

O clipe do single Hello foi divulgado no dia 22 de outubro e, nas 24 horas seguintes ao seu lançamento, 23,2 milhões de pessoas o assistiram, novo recorde do YouTube neste período. Antes, a detentora desta marca era Taylor Swift com Bad Blood, que foi visto 20,1 no seu primeiro dia online.

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