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Acusado de homofobia, Kevin Hart desiste de apresentar Oscar 2019

Comediante ainda se desculpou por mensagens publicadas na rede social entre 2009 e 2011

Por EFE Atualizado em 7 dez 2018, 10h28 - Publicado em 7 dez 2018, 10h17

O ator e comediante Kevin Hart anunciou, na noite de quinta-feita, que não será mais o apresentador do Oscar 2019, depois de ter sido acusado de postar tuítes homofóbicos no passado. O americano havia sido anunciado na última terça-feira como mestre de cerimônias de evento que acontece no dia 24 de fevereiro.

“Tomei a decisão de renunciar a apresentar o Oscar de 2019, pois não quero ser uma distração em uma noite que deveria ser celebrada por tantos artistas talentosos e incríveis. Eu, sinceramente, peço perdão à comunidade LGBTQ pelos meus comentários insensíveis do passado”, escreveu no Twitter.

“Lamento ter machucado as pessoas. Estou evoluindo e quero continuar a fazer isso. Minha meta é unir as pessoas e não dividi-las. Muito amor e agradecimento à Academia. Espero que possamos nos encontrar novamente”, acrescentou.

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A decisão foi anunciada depois que tuítes de Hart feitos entre 2009 e 2011 vieram á tona nesta semana. “Acabo de ver o maior gay da história! Esse cara parecia Hulk Hogan com saltos. Eu não posso mentir, isso me assustou!”, escreveu em um. Em outra mensagem, ele disse que impediria seu filho de brincar com bonecas porque “isso é gay”.

Logo após a repercussão das postagens antigas, o comediante publicou dois vídeos na sua conta oficial do Instagram afirmando que o mundo está indo “além da loucura”. “Pessoal, tenho quase 40 anos. Se você não acredita que as pessoas mudam, crescem e evoluem quando ficam mais velhas, eu não sei o que dizer”, disse Hart no primeiro vídeo.

“Se você quer colocar as pessoas em uma posição onde elas sempre têm que justificar ou explicar seu passado, faça isso, mas eu sou o cara errado”, acrescentou. Em um segundo vídeo, Hart assegurava ter recebido um pedido da Academia de Hollywood, que organiza o Oscar, sugerindo que ele se desculpasse ou então “teriam que buscar outro apresentador”.

Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela premiação, ainda não se pronunciou sobre o caso. 

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