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A vitória do estilo Boninho

Recém-empossado líder das manhãs na TV Globo, à frente de cinco programas no horário, o diretor fortalece seu nome com um método de trabalho que prioriza o Ibope quase sempre em detrimento do bom gosto

Por Mariana Zylberkan 2 mar 2013, 18h49

No ano passado, Boninho desabou da corda bamba em que equilibra sob alto risco a ousadia e o mau gosto. A suspeita de estupro no Big Brother Brasil 12 só se tornou caso de polícia porque, quando alertado pela equipe de edição do programa, o diretor mandou seguir com a transmissão das carícias entre o modelo André Echaniz e a estudante Monique Amin, desacordada depois de beber demais durante uma festa. A rede de proteção do filho de José Bonifácio de Oliveira, o Boni, o ex-todo-poderoso da TV Globo, se mostrou forte o suficiente não só para evitar danos à sua imagem dentro da emissora, mas também para deixá-lo intacto e apto a se tornar o diretor de núcleo mais requisitado do canal, o que acaba de acontecer. Na última segunda-feira, Boninho assumiu a direção do problemático Encontro com Fátima Bernardes, aposta da Globo que ainda não satisfez em audiência, e passou a abraçar um total de sete atrações, cinco delas pela manhã – do horário, só não está sob o seu guarda-chuva o Bem Estar, do departamento de jornalismo. Mais que ao seu charme, o bom desempenho de Boninho se deve a seu método eficiente de direção, que prioriza os resultados no Ibope em detrimento da qualidade do conteúdo e, muitas vezes, do bom senso.

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