A trajetória dos três diretores que deixam a Globo: Belmar, Falcão e Pedro Garcia
Coluna GENTE antecipou informação sobre saída de diretor de Produtos Digitais
A Globo confirmou nesta sexta-feira, 4, a saída de três executivos que ocupavam posições estratégicas na companhia: Manuel Belmar, Manuel Falcão e Pedro Garcia. Juntos, os três acumulam mais de sete décadas de trajetória no grupo e participaram de algumas das principais transformações da empresa nas últimas décadas. A coluna GENTE antecipou, com exclusividade, a saída de Belmar. As mudanças fazem parte de uma reestruturação da estrutura executiva da Globo para “se alinhar à evolução da estratégia corporativa da empresa”.
Manuel Belmar
Natural de Lisboa, em Portugal, Manuel Belmar se mudou para o Brasil com 11 anos. Após a perda do pai, começou ainda jovem a trabalhar no mercado financeiro. Em 2003, ele chegou ao Grupo Globo e construiu uma carreira ligada principalmente à gestão financeira e administrativa. Inicialmente, atuou como gerente-geral de tesouraria responsável por produtos impressos, como O Globo, Extra e Valor Econômico.
Nos últimos anos, tornou-se um dos executivos mais influentes da companhia, comandando Finanças, Jurídico, Infraestrutura e, posteriormente, Produtos Digitais.
Com a unificação das empresas do grupo, iniciada em 2019, Belmar passou a concentrar uma série de áreas estratégicas. Em 2024, assumiu também Produtos Digitais, ficando sob seu guarda-chuva operações como o Globoplay, além de outras plataformas digitais e negócios do grupo. Além disso, liderava as agendas de ESG e negócios internacionais.
A saída, no entanto, terá uma transição mais longa. Segundo comunicado do diretor-presidente da Globo, Paulo Marinho, Belmar permanecerá à frente de Finanças e CSC até a conclusão da transição, prevista para o primeiro trimestre de 2027. Júlia Rueff assumirá a liderança de Plataformas Digitais.
Manuel Falcão
Manuel Falcão também tem uma trajetória marcada pela ascensão dentro da Globo. Ele ingressou no grupo em 1996, como estagiário na área de canais por assinatura. Ao longo dos anos, passou por diferentes funções ligadas à criação, chegando a designer digital sênior, coordenador criativo, chefe de criação e gerente-geral criativo.
Falcão teve papel importante na implantação do projeto Uma Só Globo, iniciativa que acompanhou a unificação das diferentes empresas do grupo. Sua atuação também esteve ligada a campanhas institucionais e ao reposicionamento da marca Globo ao longo dos últimos anos. Com a unificação, o executivo atuou como diretor de Marketing e Operações e, no fim de 2020, substituiu Sergio Valente na liderança de marca e comunicação institucional.
Agora, depois de quase três décadas de casa, encerra sua passagem pela companhia. Com sua saída, Cristovam Ferrera assume interinamente a atual área de Marca e Comunicação.
Pedro Garcia
Dos três, Pedro Garcia é quem tem a trajetória mais longa na Globo. Foram 45 anos de casa. Ele ingressou no grupo em 1981, inicialmente no CEDOC, o Centro de Documentação da TV Globo, depois de uma passagem pela TeleMonteCarlo, na Itália.
Sua carreira tomou outro rumo com a criação da Globosat, em 1991. Garcia foi um dos fundadores da empresa de canais pagos e trabalhou na Top Sport, que posteriormente se tornaria o SporTV. Também passou pela operação de canais como Premiere e Combate.
Especialista em direitos esportivos, sobretudo futebol, Garcia participou da disputa em um mercado que começava a receber novos concorrentes, como a Turner/Esporte Interativo. Em 2020, tornou-se diretor de Aquisição e Direitos em 2020, posição na qual esteve à frente de negociações envolvendo contratos de transmissão e aquisição de conteúdo.
Nos últimos anos, Garcia também passou a responder pela estratégia de distribuição de programas, desde o esporte ao entretenimento, em diferentes plataformas e janelas. Com a reestruturação anunciada pela Globo, Fernando Ramos assumirá a nova estrutura integrada de Distribuição e Direitos.
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