A retratação de Wagner Moura após polêmica do termo “fascismo de esquerda”
Ator se pronunciou sobre fala equivocada no programa Conversa Com Bial, há duas semanas
Desde sua participação no programa Conversa com Bial, há cerca de duas semanas, Wagner Moura tem sido alvo de críticas nas redes sociais. Na ocasião, o ator deu o que falar após usar a expressão “fascismo de esquerda” em tom de ironia para falar sobre questões de identitarismo.
Diante da repercussão negativa da fala, o artista se desculpou na sexta-feira, 14, em retratação enviada ao jornal Folha de S. Paulo. “Eu apoio todos os movimentos identitários. Todos. Mas não a cultura do cancelamento. Acho covarde. Venha da direita ou da esquerda”, explicou. “O personagem que faço na peça Um Julgamento é uma pessoa que foi cancelada. Mas errei ao chamar isso de ‘fascisminho de esquerda’. Não é um termo apropriado e é insensível ao fato de que são historicamente as minorias que sofrem a violência que caracteriza o fascismo”, afirmou.
Na atração comandada por Pedro Bial, os dois estavam em Atenas, na Grécia, onde Moura falou sobre as críticas que recebe por morar e trabalhar nos Estados Unidos e ainda assim continuar se posicionando a favor de minorias sociais e justiça. O baiano citou alguns dos argumentos usados por grupos de direita para atacá-lo, como “não é preto e defende preto” e “não é gay e defende gay”, afirmando que uma coisa não anula a outra.
Nas redes sociais, a participação do astro no programa dividiu opinões. Em partes, fãs de Moura defenderam o posicionamento, alegando que muitas páginas na internet estavam distorcendo a fala do ator. “Que distorção absurda da fala do Wagner Moura! Primeiro que ele não associou em nada as críticas que recebe à parte da esquerda, nem a nenhum tipo de “fascismo” e muito menos que sua admoestação é contra qualquer campi do identitarismo. Menciona a contradição da meritocracia”, comentou uma internauta no X (antigo Twitter).
Do outro lado, uma série de perfis repudiou a conduta do artista: “Bem feio o Wagner Moura usar essa expressão. Negros, mulheres e não héteros sempre foram violentamente oprimidos. Os exageros ou erros cometidos na luta não têm qualquer simetria com o fascismo de quem sempre foi opressor”, escreveu um usuário. “Não existe fascismo de esquerda”, ressaltaram outros.
Wagner Moura: ‘Ah, ele mora nos Estados Unidos e não pode falar do Brasil…Prosperou na carreira e como pode? Não é gay e defende gay, não é preto e defende preto…’
Bial: “Mas tem uma esquerda identitária que tá com esse discurso.”
Wagner: “Sim, o fascismo de esquerda”… pic.twitter.com/S7aHzPMZWu
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) August 5, 2026
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