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A história de amor única entre Dolly Parton e o marido, Carl Thomas Dean

Cantora morreu nesta terça-feira, 25, aos 80 anos — apenas 17 meses após a morte do parceiro, com quem se relacionou por mais de seis décadas

Por Thiago Gelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 ago 2026, 18h54 | Atualizado em 25 ago 2026, 19h27
A história de amor única entre Dolly Parton e o marido, Carl Thomas Dean Priorizar nos meus resultados Google

A cantora Dolly Parton, ícone da música country, morreu aos 80 anos nesta terça-feira, 25, deixando milhões de fãs comovidos ao redor do globo. A perda ocorre apenas 17 meses depois da artista se tornar viúva, quando Carl Thomas Dean morreu aos 82 anos, após uma longa batalha contra o Alzheimer. O casal firmou matrimônio em 1966 e nutriu uma história de amor única por quase seis décadas

Como eles se conheceram

Dolly se mudou para Nashville logo depois que se formou do ensino médio. Ela havia acabado de deixar suas roupas na lavanderia quando decidiu passear pelas redondezas. Ao avistá-la, Dean a cumprimentou — e o resto é história. Décadas depois, ele recontou o caso ao Entertainment Tonight e se abriu: “Meu primeiro pensamento foi ‘vou casar com essa garota’. O segundo foi ‘Deus, como ela é bonita’. Minha vida começou naquele dia e não trocaria os últimos 50 anos por nada neste mundo”.

Eles se cortejaram por semanas depois do primeiro encontro e logo firmaram namoro. Dois anos depois, se casaram. Ela tinha 20 anos, e ele 22.

A homenagem artística

Para além das múltiplas canções de amor que lançou ao longo dos anos, Dolly fez uma homenagem ainda mais enfática ao marido quando o colocou na capa do disco, My Blue Ridge Mountain Boy (1969). Dean pode ser visto no canto superior esquerdo da imagem, vestindo uma camisa flanela vermelha e jeans de cowboy.

Capa do álbum My Blue Ridge Mountain Boy de Dolly Parton. A parte superior mostra um homem jovem em camisa xadrez e calça jeans, sentado em troncos de madeira, com uma cabana ao fundo. A parte inferior exibe Dolly Parton deitada, com cabelo loiro cacheado, maquiagem marcante e um vestido azul floral, com a mão nos lábios
Capa do disco ‘My Blue Ridge Mountain Boy’ (//Reprodução)
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Pombinhos discretos

Dentro das quase seis décadas em que foram casados, Dolly e Dean raramente foram vistos em público — isso porque ele jamais acompanhava a esposa em eventos de trabalho. Dolly descrevia seu marido como um homem “apaixonado por música”, mas totalmente desinteressado pelo ramo — do qual não poderia estar mais distante como dono de uma empresa de asfalto.

Sua aversão se solidificou em 1967, quando ele a acompanhou a uma premiação. “Ele me disse: ‘Veja, quero que você faça tudo o que quiser e te desejo o melhor, mas nunca mais me peça para ir a mais uma coisa dessas, porque não vou’. E ele nunca mais foi”, contou ela ao podcast Dumb Blonde em 2024. A compreensão mútua logo se tornou um pilar do casal.

Amor livre

Dolly e Carl também romperam outras expectativas sobre casais famosos ao optar por não ter filhos. Conversando com Oprah em 2021, ela pontuou: “Isso nunca foi uma daquelas coisas ardentes para mim. Tinha minha carreira e minha música, e eu estava viajando. Se eu tivesse filhos, teria ficado em casa com eles, com certeza, e teria me preocupado até a morte”.

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A artista dizia crer que “Deus não queria” que ela tivesse filhos, para que assim pudesse tratar a todos como sua própria prole. A filantropia marcou toda sua carreira, e ela se orgulhava especialmente da iniciativa “Imagination Library”, que enviava livros para crianças gratuitamente.

A renovação dos votos

Dolly e Dean celebraram os 50 anos de matrimônio em 2016 em grande estilo, como contou à Rolling Stone americana: “Eu me arrumei toda, com o vestido mais lindo que você já viu, e ajeitei meu marido também. Ele estava parecendo um galã de Hollywood. Tínhamos alguns familiares e amigos por perto. Não planejamos nada grandioso, porque não queríamos nenhum tipo de pressão, tensão ou alvoroço, então planejamos tudo de maneira inteligente e cuidadosa. Fizemos apenas uma cerimônia simples na capela que temos em nossa propriedade. Havia apenas algumas pessoas que precisavam estar lá para garantir que tivéssemos as fotos e algumas outras coisas de que precisávamos. Simplesmente nos divertimos”.

Nove anos depois, Dolly lamentou publicamente a morte do cônjuge, mantendo a discrição que foi essencial para seu amor: “Carl e eu passamos muitos anos maravilhosos juntos. As palavras não são capazes de fazer justiça ao amor que compartilhamos por mais de 60 anos. Obrigada por suas orações e por sua solidariedade”.

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