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A audiência de Lula e Flávio, diante da suspeita de seguidores inflacionados de Cury

As apostas em diferentes narrativas para conquistar eleitores

Por Nara Boechat Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 set 2026, 07h00 | Atualizado em 3 set 2026, 11h20
A audiência de Lula e Flávio, diante da suspeita de seguidores inflacionados de Cury Priorizar nos meus resultados Google

A corrida presidencial de 2026 ganhou uma disputa paralela nas redes sociais. Entre os nomes mais bem colocados nas pesquisas eleitorais, Luiz Inácio Lula da Silva mantém a maior audiência no Instagram, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar. A novidade é Augusto Cury, que em poucas semanas transformou sua presença na plataforma em um dos fenômenos da campanha – ainda que esse aumento exponencial de seguidores tenha levantado suspeitas no engajamento.

Conforme noticiado por VEJA, a meteórica ascensão nas métricas de Cury nas redes sociais nos últimos dias veio embalada por uma série de contradições e anomalias no Instagram, principal rede social do candidato à Presidência pelo Avante, que sugerem possíveis estratégias de marketing de influência, incluindo manipulação artificial de seguidores, engajamento e mecanismos de busca (como o Google Trends), além do uso de influenciadores. As práticas são vetadas pela legislação eleitoral e podem ensejar punições que vão desde o pagamento de multas até a cassação do registro da candidatura, dependendo da gravidade da infração apurada. A constatação está em estudo elaborado a partir de dados coletados pelas ferramentas Brandwatch e Fanpage Karma, além da extração direta de comentários dos perfis de Augusto Cury.

Luta por seguidores

Lula soma cerca de 15 milhões de seguidores na rede social. O perfil do presidente funciona principalmente como uma extensão da campanha, com vídeos de agendas oficiais, discursos, entregas do governo e registros ao lado de apoiadores e autoridades.

Flávio Bolsonaro, com aproximadamente 11,4 milhões de seguidores, aparece logo atrás. Embora tenha uma audiência menor que a de Lula, o senador demonstra forte capacidade de mobilização. Sua estratégia é uma comunicação menos institucional e mais voltada ao engajamento da comunidade, com forte presença de vídeos curtos, registros em passeatas e comícios, defesa de pautas da direita, críticas a adversários e publicações relacionadas à segurança pública.

Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral

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Já o crescimento de Cury nas redes sociais, seguido de uma grande perda, ocorre em paralelo à sua ascensão nas pesquisas. Levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira, 2, mostra o candidato do Avante com 10% das intenções de voto no primeiro turno, em terceiro lugar, atrás de Lula (37%) e Flávio Bolsonaro (29%). Na simulação de segundo turno entre Lula e Cury, o atual presidente aparece com 40%, contra 34% do escritor.

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Logo depois de Cury, aparece Romeu Zema, com cerca de 3,5 milhões de seguidores. O candidato do Novo concentra as publicações em vídeos de campanha, registros de sua atuação política e de sua gestão pública, além de conteúdos que exploram sua imagem pessoal e críticas ao governo federal.

Com 2,5 milhões de seguidores, Renan Santos, do Missão, aposta em uma comunicação mais voltada à direita, com críticas ao governo, recortes de entrevistas, defesa de suas posições políticas e conteúdos relacionados à segurança pública. Mais recentemente, o candidato passou a destacar em seus vídeos ter sido “censurado”. No último fim de semana, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli havia determinado restrições à campanha digital de Santos, decisão posteriormente revertida nesta terça-feira, 1º.

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Por último aparece Ronaldo Caiado, com cerca de 2,2 milhões de seguidores. O ex-governador de Goiás e candidato do PSD concentra as publicações em sua trajetória política, ações de sua gestão no Estado, registros de eventos públicos e críticas ao governo federal e a adversários.

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