Brasileiros intensificam turismo de inverno e gastos disparam em destinos globais de neve
Brasileiros têm gastado cada vez mais em regiões com neve por todo o mundo, de acordo com análise do setor de pagamentos
Um recente levantamento do setor de pagamentos identificou uma tendência de alta no turismo de inverno: os brasileiros estão viajando mais e gastando consideravelmente mais em destinos clássicos de neve. A análise do Visa Consulting & Analytics, que comparou dados transacionais de viajantes brasileiros no exterior entre 2024 e 2026, revelou um crescimento que chegou a quase 130% em algumas regiões da Europa e da América do Norte.
O continente europeu registrou algumas das maiores altas. Na Itália, Milão obteve um salto expressivo de 127% no volume de transações. A tradicional estação de esqui italiana de Cortina d’Ampezzo não ficou atrás, apresentando um aumento de 33% nos gastos durante o período das férias de final de ano. Os Alpes Suíços também sentiram o impacto positivo da presença brasileira, registrando um crescimento de 15%.
Nas Américas, as estações de esqui e esportes de inverno também seguem muito requisitadas. Na América do Norte, os badalados destinos de Whistler (Canadá) e Park City (Estados Unidos) viram os gastos dos viajantes do Brasil aumentarem em 51% e 27%, respectivamente.
Já na América do Sul, o Hemisfério Sul continua atraindo um forte fluxo de turistas em busca de neve. A região de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, liderou o crescimento regional com uma alta de quase 50% nos gastos. Outros destinos vizinhos já bem conhecidos do público nacional, como Bariloche (Argentina) e Valle Nevado (Chile), também registraram aquecimento na economia local, com aumentos de 45% e 14% nas transações, respectivamente.
Além da alta na frequência de viagens e no volume financeiro movimentado, os dados revelam uma clara mudança no comportamento de consumo do viajante: a forte preferência por praticidade. A modalidade de pagamento por aproximação consolidou-se na rotina destes turistas internacionais, apresentando saltos de uso que ultrapassaram os 60% em destinos sul-americanos, e chegando a picos de até 130% de aumento no panorama global. A tendência demonstra que o brasileiro tem valorizado, cada vez mais, experiências que unem conveniência, agilidade e segurança em suas jornadas turísticas.







