Australiana relembra luta com tubarão que levou a amputação: ‘Como lutar com um dinossauro’
Leah Stewart socou animal de cerca de 4 metros e lembrou da filha para seguir viva
A australiana Leah Stewart, de 34 anos, lutou contra um tubarão-branco e socou o animal de cerca de 4 metros para sobreviver. O incidente no dia 13 de junho na praia Coogee, em Sydney, levou a amputação de parte do seu braço esquerdo amputado.
Naquela manhã de sábado, mulher tinha terminado seu nado rotineiro no mar e voltava para a praia quando sentiu a proximidade do animal.
“Dei cerca de quatro braçadas e algo me disse para parar. Eu parei, consegui sentir o movimento na água, me virei e ele [tubarão] estava bem ali”, relatou Leah ao programa 60 Minutes do canal aberto australiano Nine Network’s. “Eu o vi a cerca de 2 metros de distância e ele simplesmente começou a chegar mais perto”
“A boca dele era tão grande quanto a minha coxa”, descreveu a mulher que ficou “olhando cara a cara” com o animal.
“Chegou ao ponto em que ele estava a cerca de 30 centímetros do meu rosto e ele meio que começou a abrir a boca, e eu pensei: ‘Ele vai morder meu rosto. Eu tenho que tentar socá-lo. Tenho que tentar empurrá-lo para longe ou então ele vai arrancar minha cabeça com uma mordida’”, continuou.
Destra, Leah pensou “qual membro estou disposta a perder?” e decidiu dar um gancho com a outra mão.
“Eu simplesmente lanço meu braço esquerdo e ele agarra meu antebraço e rasga, arranca minha pele, meu músculo, tudo”, relatou. “Há um grande vão entre o meu antebraço e a mão.”
O tubarão começou a puxá-la para baixo e também agarrou sua perna. Em meio a situação de desespero, Leah pensou que morreria, mas buscou motivação na filha para continuar lutando:
“Eu pensei: “é isso, é assim que eu morro” e então pensei em [minha filha] August e pensei que ela não teria uma mãe, que ela cresceria sem uma mãe. Eu simplesmente sabia que não podia deixá-la… sei que parece estranho, mas de alguma forma me obriguei a voltar”, contou.
“Na minha cabeça, eu estava pensando: ‘Você não vai me tirar da minha filha’. Então, me virei e comecei a dar socos naquilo, repetidamente, sem parar; era como lutar contra um dinossauro.”
“Devo ter acertado um golpe muito bom e então ele me soltou. Foi a coisa mais difícil do mundo, mas lutei para sair dali”, concluiu.
Depois de se soltar do tubarão, Leah foi ajudada por outros nadadores que a puxaram de volta para a praia. Levada às pressas para o hospital e induzida a um coma, passou por quase uma dúzia de cirurgias.
Apesar da experiência à beira da morte, Leah não quer ser lembrada como a “mulher que foi atacada na praia”, mas a que “deu um soco no rosto do tubarão”.






