Jogo de ‘Gundam’ aposta em robôs gigantes para ganhar fãs fora do Japão
Testamos 'Rogue Orbit': game sai apenas em 2027 e impressiona pelo visual e facilidade de jogar, mas chega sem legendas ou menus em português
Gundam é dessas séries que se tornou sinônimo de cultura pop do Japão. A série de robôs gigantes criada no final dos anos 70 é um sucesso onipresente em território japonês com histórias que mesclam robôs gigantes, batalhas no espaço e intrigas políticas e um império de produtos licenciados, incluindo os famosos model kits, miniaturas para você montar e pintar como quiser.
Porém, esse êxito nunca foi repetido em mesma escala fora de solo japonês e o game de ação ‘Gundam Rogue Orbit’ é uma nova investida para conquistar especialmente o público ocidental. Anunciado pela Bandai Namco em junho, o título tem lançamento previsto para dia 5 de março de 2027, mas já tive a oportunidade de testar uma demonstração com uma hora de duração e gostei muito do que joguei.
Rogue Orbit investe em três pilares para tentar se tornar uma porta de entrada para o universo de Gundam: gráficos super detalhados e fotorrealistas, uma história completamente inédita e desconectada de outros capítulos da franquia e controles gostosos e fáceis de comandar.
De cara, a parte visual do game chama muita atenção pela grande quantidade de detalhes e imponência dos robôs e cenários. O estilo realista difere bastante do visual tradicional de animes, dá personalidade própria ao novo título e reforça a intenção do projeto ser um ponto de entrada à série.
Enquanto os gráficos mostram toda essa complexidade, os controles vão pelo caminho oposto e agradam demais pela facilidade em entrar na ação e fazer bonito. A demonstração permitia escolher dentre três tipos de robôs com equipamentos diferentes: um com espada, outro com uma lâmina que vira chicote e um terceiro com lança.
Cada um tem habilidades diferentes que ajudam a elaborar diferentes estratégias sobre como enfrentar os inimigos nas fases, mas em dificuldades menores dá pra jogar facilmente só atacando sem precisar pensar muito. Além de uma ampla seleção de golpes, há também habilidades de suporte como abrir um escudo temporário ou recuperar energia e movimentos especiais muito poderosos que propiciam um show de luzes e efeitos dramáticos.
Além dos três robôs diferentes foi possível testar também um trio de fases com missões diferentes. Uma delas envolvia enfrentar hordas de pequenos inimigos em uma arena circular, outra focava em combate contra um robô enorme e a última misturava os dois formatos, trazendo também um chefe com desafio maior. Apesar das configurações diferentes, o ritmo de jogo era praticamente o mesmo – peca um pouco pela falta de variedade, mas a diversão e satisfação do gameplay ainda foi o bastante pra empolgar durante o teste.
Infelizmente, por mais que Gundam Rogue Orbit seja um jogo bonito e divertido, ele comete um enorme deslize em relação ao público brasileiro, difícil de entender: o jogo não tem tradução para português do Brasil.
Para um jogo que chega justamente para tentar conquistar a boa vontade do público ocidental, acho um enorme erro deixar de fora um dos idiomas mais falados do mundo, especialmente pelo fato de o Brasil ser um povo extremamente apaixonado por animes. Felizmente, há tempo para isso mudar até o lançamento e decidirem colocar ao menos legendas e menus em português, mas é difícil de entender a ausência do idioma neste momento
Gundam Rogue Orbit tem lançamento marcado para dia 5 de março de 2027 em versões para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.





