Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
#VirouViral Por Duda Monteiro de Barros Como surgem e se espalham os assuntos mais comentados da internet

O que há por trás das fotos de golfinhos ‘voando’ após furacão

Imagens mostrariam animais sendo arremessados para fora do mar após passagem do Dorian

Por Clara Valdiviezo Atualizado em 6 set 2019, 18h03 - Publicado em 6 set 2019, 18h01

Duas imagens que mostram golfinhos sendo arremessados para fora do mar tomaram as redes sociais esta semana – e deixaram muitos amantes dos animais em alerta. Elas mostrariam, segundo os posts na internet, os golfinhos sendo arrancados do mar por causa do furacão Dorian, que chegou nesta semana aos Estados Unidos. Seria preocupante, não fossem as fotos meras montagens

Os golfinhos não existem nas fotografias originais. Além disso, as imagens datam de mais de dez anos atrás e representam furacões diferentes: a primeira foi publicada pela BBC em 2004, ilustrando as consequências do furacão Frances na costa da Flórida, Estados Unidos; já a segunda foi divulgada pela Marinha americana em 2005 para mostrar a força do furacão Dennis em Key West, cidade também localizada na Flórida. 

Reprodução/Reprodução

O oceanógrafo físico Carlos Teixeira, professor do Instituto de Ciências do Mar da Universidade do Ceará, afirma que um furacão não conseguiria arremessar um animal. “Um furacão é monstruoso, mas não se movimenta rápido. Ele não é uma centrífuga, que suga e arremessa, como muita gente pensa”, diz. Teixeira explica que o furacão Dorian tem ventos de 300 quilômetros por hora, mas ele se desloca a 5 quilômetros por hora. As mortes humanas provocadas por um furacão são em sua maioria por afogamento, segundo ele, já que a força dos ventos faz o nível do mar aumentar.

O professor afirma que animais aparecem mortos nas praias e ruas após as tempestades por terem acompanhado o nível da água. “O retorno do mar é muito mais rápido do que a enchente, então eles acabam ficando presos e não acompanham a volta do nível ao seu normal.”

Teixeira explica que outro fenômeno, o tornado, é capaz de funcionar como uma centrífuga, arremessando pequenos animais — por ter dimensões menores, ser veloz e formado em terra, não no oceano, como o furacão. Teixeira afirma que tornados chegam a ser mais perigosos por sua imprevisibilidade e velocidade. “Se um tornado passar por cima de um lago, pode sim chover peixe”, diz.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês