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Jovem se acidenta por cerol e post é compartilhado por 15 mil

Diego Toledo estava com capacete e viseira fechada quando foi atingido e quis alertar a todos sobre o risco de ser atingido durante as férias escolares

Por Luísa Costa Atualizado em 30 jul 2020, 20h38 - Publicado em 26 dez 2017, 12h53

Um alerta sobre o perigo do uso de cerol ganhou a internet nesta semana. O corretor de imóveis Diego Toledo, 25 anos, postou uma foto de seu rosto cheio de pontos após ter sido atingido por uma linha cortante em Itatiba, a 82 quilômetros de São Paulo. Publicado nesta quarta, o post já foi compartilhado por mais de 15,7 mil pessoas.

Diego afirma que estava andando de moto a 40 km/h na última terça (19) quando foi atingido pela linha na altura dos olhos. Ele estava com capacete e viseira fechada mas, mesmo com a proteção exigida por lei, os poucos milímetros da fenda entre a viseira e seu capacete permitiram que o cerol cortasse seu rosto profundamente.  Com a visão comprometida, se chocou contra o muro de uma residência.

Ainda medicado e com muitos hematomas, Diego passou por uma cirurgia e está com 20 pontos no rosto. “Foi muito rápido. Vi um grupo de crianças empinando pipa, perdi o controle da minha moto, bati em um muro e, de repente, veio um monte de gente me socorrer, e vi o sangue escorrendo pela calçada. Comerei a orar para me acalmar”.

Ele conta que foi rapidamente atendido pelo resgate e pronto-socorro diz que a linha não atingir seus olhos “por um milagre”. “O médico disse que o corte estava a milímetros dos meus olhos, que tive muita sorte de não estar cego.”

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O jovem contatou os pais da criança e irá fazer um boletim de ocorrência.

O que determina a Lei

No post, Diego lembra que a lei estadual 10.017, de 1.º de julho 1998, que vigora em São Paulo, proíbe “a fabricação e a comercialização da mistura de cola e vidro moído utilizada nas linhas para pipas” — popularmente conhecida como cerol. Os infratores estão sujeitos a advertência e podem ter o estabelecimento fechado, em caso de reincidência.

“Queria fazer esse alerta, para que tenha mais fiscalização e que as pessoas estejam mais atentas, ainda mais em período de férias escolares”, conta Diego a VEJA.

O estagiário, contudo, acredita que há pouca campanha de conscientização sobre os perigos do cerol, e que deveria haver punição financeira aos pais das crianças. “No nosso país, as coisas só funcionam quando dói no bolso. Não adianta acontecer tragédia”, completa.

 Antena corta-pipas

Após o acidente, Diego também diz que providenciará uma antena corta-pipas. Atualmente, o artigo 139-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que motocicletas e motonetas usada para transporte remunerado de mercadorias e pessoas devem estar equipadas com uma antena que funcionaria como barreira à linha de pipas e outros obstáculos cortantes. O acessório, contudo, não é obrigatório em veículos de passeio.

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