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Produtor relata problemas com Fiuk: ‘Queria dar mais ordens que o diretor’

Ator e dublê Jonathan Neves, ou JJ, responsável por cenas de ação do filme ‘Descontrole’, dá sua versão para abandono de set

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 nov 2025, 09h00 | Atualizado em 21 nov 2025, 09h27
Produtor relata problemas com Fiuk: ‘Queria dar mais ordens que o diretor’ Priorize VEJA no Google

A recente fala de Fiuk, afirmando ter sido “retirado do próprio filme”, levantou várias dúvidas naquele ambiente de trabalho. O produtor, ator e dublê Jonathan Neves, mais conhecido como JJ, responsável pela primeira sequência de ação gravada para o filme Descontrole, traz à coluna GENTE seu relato do que teria acontecido por trás das câmeras: conflitos entre o ator e o diretor, atrasos, mudanças de roteiro, falta de captação e a reviravolta que acabou dividindo o projeto inicial em três filmes diferentes – cada um seguindo por um caminho após o rompimento.

JJ foi contratado pelo diretor André Luiz para fazer o filme. No elenco estaria, além de Fiuk, atores como Caio Castro e Cleo Pires. No começo, JJ seria apenas dublê de drift de Caio, mas após algumas negociações, chamaram-no para fazer parte do elenco principal, e também, para ser produtor executivo, ou seja, captar fundos para a realização do filme.

“Nos bastidores, André me passou que o Fiuk afirmou que ele já havia combinado com todos os artistas do vídeo e estava tudo certo. Fui o responsável pela primeira cena de ação para eles, eu mesmo fiz o roteiro, contratei os coadjuvantes, carros, apoio, câmeras e tudo, moldei as cenas de ação e dei o papel de ação pra cada personagem (André e Fiuk), fiz 100% do trabalho para o diretor, conforme havia sido combinado em contrato para os meus serviços. A filmagem foi um sucesso, fiz a maior cena de filme já gravada nas ruas do Brasil, envolvendo Drift e perseguição policial. Envolvi mais de cem coadjuvantes e carros especiais para essa ação, não medi esforços para fazer algo jamais visto”, relata JJ.

O que pouco se sabe é o que aconteceu nos bastidores das filmagens. Segundo JJ, foi percebido um clima estranho entre Fiuk e André já no primeiro dia de set. ele próprio relata que começou a ter “muitos problemas” com Fiuk. “Cenas que deveriam começar a ser gravadas às 22h, só começavam às 3h da manhã, porque ele não comparecia no local pontualmente”. O set, apesar de conturbado, aconteceu, mas começaram a ter discussões em meio ao trabalho. “Fiuk começou a querer dar mais ordens que o diretor”, diz JJ.

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“Fora detalhes como me xingar, que não iria para o set de filmagem sem policiais armados para escoltá-lo… Situação contraditória ao dia a dia, afinal quando marcávamos um almoço ou jantar, ele ia com seu carro normalmente; mas no filme, precisava de exigências diferentes. Cheguei até a brincar com o diretor, falando que Tom Cruise se achava menos que Fiuk no set, que logo ele pediria caviar”, continua o produtor que afirma não ter visto “um real” de Fiuk ao projeto, apesar dele dizer que era sócio da empreitada.

JJ dá detalhes sobre a falta de cumprimento do ator aos mecânicos e operários das cenas de ação, após dias exaustivos de gravações. Diz ainda que, numa das diárias, ele queria dias extras no hotel de Balneário Camboriú para ficar a lazer. “O que não fazia sentido em um filme com pouco dinheiro ter que bancar isso. Eu mesmo banquei 50 mil reais de guincho e despesas que tive com Fiuk nesse dia para o carro dele e de outros para fazer acontecer a primeira cena”.

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Após a virada do ano, JJ diz que nem o diretor nem Fiuk lhe responderam mais suas mensagens, o filme entao ficou sem gravações praticamente por seis meses. Mais tarde, o diretor teria lhe dito que tentou mais de cinquenta ligações a Fiuk, e ele não atendeu. “Descobri que Fiuk não queria gravar mais nada, porque o roteiro que estávamos usando não era dele. Ao conversar melhor com todos, descobri que, de fato Fiuk tinha um acordo verbal com André de fazer o filme dele, porém quando fui contratado, tentei vender o roteiro dele, mas ninguém comprou. Nenhum patrocínio teve interesse na história inicial. Na metade do caminho, o diretor me solicitou para lapidar o roteiro para algo que poderia vender melhor, e eu fiz. Esse roteiro saiu de mim e vendeu muito para diversos patrocinadores, onde conseguíamos encaixar sua marca de forma orgânica”.

Como Fiuk não aceitou a adaptação feita ao filme nem as inserções dos comerciais de patrocinadores, saiu do projeto. Foi preciso então recomeçar tudo do zero para, segundo JJ, eliminar qualquer vínculo com Fiuk. Decidiram também mudar o nome. Ao invés de Descontrole, e agora seria Asfalto.

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“Eu me afastei de ambos, inclusive do diretor, para evitar problemas com o empasse entre eles, e outras coisas que não posso divulgar que vi nos bastidores e não concordei com a dinâmica usada. Nesse meio tempo, Fiuk me pediu para ajudá-lo a criar outro filme. Sem compromisso, por meses fiquei horas com ele no telefone, em vídeochamadas enquanto viajava a trabalho e a lazer, dando sugestões de roteiro. Eu teria também um grande papel, além disso ele gostaria de me ter como sócio. Mas em dado momento, queria mais ajudar do que algo em troca, devido às dificuldades que ele estava tendo de tirar o filme do papel”. até que certo dia, Fiuk teria visto anúncio do evento do amigo, anunciando que lançaria seu próprio filme, e enlouqueceu. “Me falou que eu não poderia fazer mais filmes, que eu só poderia fazer o filme dele. E com algumas alegações sem sentido, que eu estava copiando o evento dele com o Desafio Jota Racing, algo sem sentido, afinal, o meu evento é corrida com música, lutas, influenciadores, artistas e pilotos profissionais se enfrentando em uma arena com obstáculos. Nada jamais feito antes na América Latina”.

Resumo do quiprocó: há agora três filmes semelhantes sendo feitos. Um do André, outro do Fiuk e mais um de JJ, todos sobre carros e velocidade nas pistas. “O meu filme, quero fazer com mais autonomia, para colocar tudo que sempre sonhei em prática principalmente com cenas de ações reais. Com velocidade, explosão, sem limitações, como sofri no Descontrole. Afinal, sem verba, e com limitações artísticas, consegui fazer algo jamais visto no Brasil, imagina com tudo liberado”, diz JJ, que garante ter 100% de recurso captado, incluindo as primeiras cenas gravadas no Desafio Jota Racing em 19 de dezembro. Fiuk não voltou a se manifestar sobre a saída do projeto, nem falou sobre o andamento do seu “novo” filme. Nenhum deles, por enquanto, com data de estreia prevista.

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