Pior da semana: o maléfico reality de Viih Tube para expor empregados
Influenciadora teve perfis nas redes sociais desativados
A influenciadora Viih Tube, 25, teve a conta do Instagram, do YouTube e do TikTok desativadas nesta sexta-feira, 3, após a polêmica envolvendo o reality com funcionários da família. Antes de ter os perfis derrubados, ela compartilhou um vídeo em que tentava justificar a divulgação do programa com o marido Eliezer, 36. “A intenção foi causar para chamar atenção para um assunto que é importante, que é a escala 6×1, que a gente é totalmente contra. A gente gosta que as pessoas trabalhem felizes e que o trabalho não seja a vida da pessoa”, explicou ela.
Os influenciadores promoveram um programa transmitido nas redes sociais, que apresentava dinâmicas com os próprios funcionários. Em uma delas, uma empregada foi escolhida para falar a palavra “esdrúxulo” sem que ninguém soubesse que era uma missão. Em outra, os empregados tiveram que procurar moedas espalhadas pela casa.
Após uma série de críticas relacionadas à exposição dos empregados, o Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu um procedimento para apurar o caso. A repercussão também motivou uma manifestação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Sem citar diretamente os influenciadores, o tribunal publicou nas redes sociais que expor trabalhadores a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral.
No vídeo de esclarecimento, a própria Viih Tube reconheceu o risco. “Qualquer relação de trabalho, o Ministério do Trabalho pode fazer uma fiscalização, é direito deles. É importante deixar claro que nossas funcionárias não foram obrigadas a participar; topou quem quis ter essa relação contratual com a gente fora do trabalho para participar do reality e receber um salário como produção audiovisual”. O que não fica claro é o quanto a influenciadora, que vende a própria rotina como publicidade, iria lucrar com a exposição das funcionárias.
No que tudo isso acrescenta? Nada. Somente mais um capítulo na maléfica liberdade sem limites que influenciadores têm ao usarem as redes sociais sem pudores, sem ética, a seu bel-prazer.
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