🔥 9.9: Assine Revista Impressa + Digital Premium por R$ 32,90/mês. Preço especial só hoje.
Imagem Blog

VEJA Gente

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Notícias sobre as pessoas mais influentes do mundo do entretenimento, das artes e dos negócios

Pior da semana: Grazi e Anitta correm, mas ‘Corrida dos Bichos’ se perde

Filme com Rodrigo Santoro, Bruno Gagliasso e Isis Valverde estreou no Prime Video

Por Nara Boechat Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 ago 2026, 09h00
Pior da semana: Grazi e Anitta correm, mas ‘Corrida dos Bichos’ se perde Priorizar nos meus resultados Google

Há filmes que fracassam pela falta de ideias e outros pelo excesso delas. Lançado no último fim de semana pela Prime Video, Corrida dos Bichos pertence à segunda categoria. O novo longa de Fernando Meirelles parte de uma premissa potencialmente provocadora, mas são tantos ingredientes que ficou difícil encontrar um equilíbrio entre ação, crítica social e desenvolvimento dos personagens.

Ambientado no Rio de Janeiro de um futuro distópico, o thriler apresenta uma cidade devastada por uma catástrofe ambiental que se transforma no cenário de uma disputa inspirada no “antigo” jogo do bicho. Na chamada Corrida dos Bichos, pessoas pobres são colocadas no papel de corredores e controladas por milionários que apostam em quem chegará ao fim da competição. Mano (Matheus Abreu), jovem que lidera um grupo contrário ao sistema, é obrigado a entrar no jogo quando sua irmã, Dalva (Thainá Duarte), é usada como garantia. Para salvá-la, ele precisa enfrentar uma corrida mortal na qual cada participante representa um animal.

A trama pega carona nos blockbusters hollywoodianos, adicionando um sotaque carioca, o jogo do bicho e uma coleção de rostos conhecidos do público brasileiro, como Rodrigo Santoro, Seu Jorge, Bruno Gagliasso, Grazi Massafera, Isis Valverde e até Anitta. O problema é que, ao tentar importar a grandiosidade desse tipo de produção para uma realidade brasileira, Corrida dos Bichos parece mais preocupado em copiar receitas norte-americanas do que em encontrar uma identidade própria.

Continua após a publicidade

(Agora a coluna GENTE também está no Instagram. Siga o perfil @veja.gente)

O roteiro também não ajuda. Os diálogos são rasos e, em alguns momentos, cômicos. O grito de “o bicho vai pegar” antes de começar o jogo, por exemplo, rende mais risadas do que suspense. A referência a Jogos Vorazes também é tão evidente que tudo se torna previsível. O espectador rapidamente entende as regras do jogo, reconhece seus arquétipos e antecipa os acontecimentos. O ritmo poderia ser uma saída, pois há perseguições e cenas de ação suficientes para manter a velocidade necessária para a narrativa. Mas quando o público já sabe para onde a trama está indo, pouco adianta.

Continua após a publicidade

O mais frustrante é perceber o tamanho do potencial desperdiçado, especialmente com o elenco escolhido. O que o longa entrega ao público é mais um Bruno Gagliasso caricato, um Rodrigo Santoro como o vilão trivial e Anitta em uma atuação que parece mais uma leitura do que uma interpretação. O universo criado pelo filme permitiria discutir violência, espetáculo, desigualdade e a transformação do sofrimento em produto. A própria ideia de uma elite apostando na sobrevivência de pessoas pobres poderia render uma crítica à sociedade brasileira, mas tudo ficou a desejar — inclusive o jogo do bicho, que só esteve no nome.

O resultado é um filme que parece maior do que efetivamente é. Há dinheiro na tela, uma produção ambiciosa e marketing que levou o longa ao topo dos mais vistos, mas falta enredo. Corrida dos Bichos corre bastante, mas termina sem saber onde quer chegar.

Continua após a publicidade
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional da Editora Abril. À esquerda, um selo laranja com CHEGOU O 9.9 e 80% OFF, e um botão APROVEITE A OFERTA AGORA. Ao centro, texto Na Editora Abril os números se alinharam para você ler as melhores revistas do Brasil por um preço simbólico e capas de revistas como Veja, Quatro Rodas, Saúde e Claudia. À direita, uma mulher sorridente com cabelo castanho, vestindo camisa bege, segura um cartão dourado. No canto superior direito, um ícone de árvore e uma faixa laranja diagonal com ASSINATURA LEIA 15 MARCAS
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA 9.9

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$5,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).