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Os personagens de Jô Soares que contam a história recente do país

Capitão Gay, o primeiro super-herói Queer, ou o comentarista de futebol Zé da Galera: Papéis tiveram grande aceitação na TV

Por Valmir Moratelli Atualizado em 5 ago 2022, 10h05 - Publicado em 5 ago 2022, 10h03

Não são poucos os exemplos da inventividade de Jô Soares no humor televisivo. Além de apresentador e escritor, ele foi um criador de tipos que marcou uma geração. Entre os destaques de sua carreira, personagens que ajudaram a contar a história e as mudanças da sociedade brasileira. A seguir, alguns desses principais personagens eternizados pelo humorista.

Capitão Gay – Sob identidade secreta, o Capitão Gay e seu escudeiro Carlos Suely (Eliezer Motta) defendiam os fracos e oprimidos com roupas espalhafatosas. Jean Wyllys considera esse papel “o primeiro super-herói queer da tevê brasileira”.

Tavares – Outro papel que tratou da sexualidade. Um homem que tinha um filho que fazia cursos de maquiagem e balé. Sempre que ouvia outros homens contando sobre as atividades másculas de seus herdeiros, dizia: ‘Tem pai que é cego!’. Assim, Jô conseguiu quebrar paradigmas ao tratar a homossexualidade em tempos de muito preconceito.

Norminha – Era uma jovem cantora hippie que queria a fama: com quatro dedos da mão aberta, dizia: “Paz, amor, som e Norminha”. Pode-se afirmar que Jô, com este personagem, se antecipou às influencers dispostas a tudo para conseguir reconhecimento.

Zé da Galera – Muito antes dos apoiadores de Bolsonaro, o uso da camisa da Seleção Brasileira tinha outra conotação. Neste papel, Zô criou era um torcedor fanático, que ligava de um orelhão para o então técnico Telê Santana para dar palpites na escalação.

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Vovó Naná – Uma senhora corcunda e surda que tinha como sonho conseguir uma vaga na televisão, para irritação do diretor (Francisco Milani). Jô se antecipou em décadas à discussão sobre etarismo, ao propor inclusão de personagens idosos em destaque na TV.

Apresentador de jornalNo extinto programa Planeta dos homens (1976), Jô fazia um apresentador de telejornal inusitado, onde dava notícias sobre a inflação e o alto custo de vida com muito sarcasmo. Isso em plena ditadura militar.

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