Assine VEJA: informação confiável e exclusiva nas eleições + 4 revistas impressas a partir de R$ 35,90/mês.
Imagem Blog

VEJA Gente

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Notícias sobre as pessoas mais influentes do mundo do entretenimento, das artes e dos negócios

O novo revés para tradicional escritório de advocacia de famosos

Exclusivo: depois da sede em São Paulo, filial da banca de Nelson Willians em Campinas foi despejada antes da estreia

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 ago 2026, 08h30 | Atualizado em 10 ago 2026, 19h30
O novo revés para tradicional escritório de advocacia de famosos Priorizar nos meus resultados Google

Poucos dias depois da coluna GENTE revelar que Nelson Wilians Advogados enfrentou ação de despejo envolvendo sua sede no Centro Empresarial Nações Unidas, em São Paulo, documentos judiciais mostram um segundo episódio envolvendo falta de pagamento de aluguel da banca. Desta vez em Campinas.

Em processo que tramita na 9ª Vara Cível de Campinas, protocolada em novembro de 2025 pelas empresas Galícia Desenvolvimento Imobiliário e Gran Floridian Empreendimentos e Participações, fica claro o desmanche que sofre o império jurídico de Nelson Willians, que ostentava sem constrangimento, uma rotina digna de milionário.

Wilians tornou-se um dos advogados mais conhecidos do Brasil ao comandar uma imensa banca corporativa e atuar em casos de grande repercussão midiática, atendendo figuras como a família de Gugu Liberato, o ex-governador João Doria e envolvendo-se recentemente em investigações de fraudes fiscais bilionárias.

O negócio chama atenção pela rapidez com que teria desandado. Em agosto de 2025, o escritório assinou contratos com duração prevista de cinco anos para ocupar quatro conjuntos comerciais no 5º andar da Torre II do Galleria Corporate, somando 1.050 metros quadrados. Os primeiros aluguéis deveriam ser pagos apenas em outubro, após um período de carência.

Continua após a publicidade

(Agora a coluna GENTE também está no Instagram. Siga o perfil @veja.gente)

Alugueis atrasados

Segundo as proprietárias, porém, nem o primeiro aluguel chegou a ser pago. Na data em que ingressaram na Justiça, apontaram R$ 140 mil em aluguéis e outros R$ 43 mil de despesas de condomínio e IPTU, totalizando mais de R$ 180 mil em dívidas.  A petição sustenta ainda que, apesar de ter recebido as chaves, a banca jamais chegou a efetivamente instalar-se nos conjuntos ou executar as obras previstas para ocupação.

Continua após a publicidade

A Justiça concedeu liminar de desocupação. O desfecho, entretanto, não foi um despejo coercitivo, ou seja, com a presença de um oficial de justiça: o escritório entregou voluntariamente as chaves em 19 de dezembro de 2025, e os imóveis já estavam vazios quando foram realizadas diligências judiciais. Posteriormente, a banca contestou os cálculos apresentados pelas proprietárias e defendeu que qualquer responsabilidade por aluguéis e encargos deveria terminar naquela data.

Em julho deste ano, o juiz Guilherme Fernandes Cruz Humberto extinguiu a ação por perda de objeto, já que os imóveis haviam sido devolvidos. Mas aplicou o princípio da causalidade e responsabilizou o Nelson Wilians Advogados pelas custas e despesas do processo, além de fixar honorários advocatícios em 10% sobre o valor atualizado da causa. O magistrado ressaltou que a discussão sobre o montante efetivamente devido em aluguéis deveria ocorrer em ação própria.

Continua após a publicidade

A decisão ainda é objeto de discussão. Em 3 de agosto, a banca apresentou embargos de declaração e pediu a modificação de pontos da sentença, inclusive da condenação em honorários, argumentando, entre outras questões, que a entrega das chaves ocorreu voluntariamente antes da citação efetiva. Para um escritório que construiu sua marca justamente sobre expansão nacional, dimensão empresarial e poder econômico, a sucessão de episódios de cobranças e despejos mostra como a crise de imagem do seu fundador pode atingir a reputação da banca.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).