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O motivo que fez a Fifa liberar para Copa jogadores acusados de estupro

Cinco atletas foram denunciados

Por Nara Boechat Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jun 2026, 13h43 | Atualizado em 29 jun 2026, 13h44
O motivo que fez a Fifa liberar para Copa jogadores acusados de estupro Priorizar nos meus resultados Google

A presença de cinco jogadores envolvidos em denúncias ou investigações por estupro e agressão sexual na Copa do Mundo de 2026 gerou questionamentos sobre os critérios adotados pela Fifa para permitir a participação dos atletas no torneio. Entre os nomes estão jogadores de Japão, Cabo Verde, Marrocos e Gana.

A federação afirma que não existe uma regra geral que impeça a inscrição de atletas apenas por responderem a acusações ou processos judiciais. Segundo a Fifa, a convocação é responsabilidade das federações nacionais e, sem uma suspensão aplicada pela própria entidade ou uma decisão judicial que impeça a atuação profissional, o jogador segue elegível para disputar partidas.

“A Fifa trata com a máxima seriedade qualquer denúncia de conduta imprópria e dispõe de um processo claro para que qualquer pessoa envolvida com o futebol possa comunicar um incidente. Como regra geral, os órgãos judiciais independentes da Fifa não comentam sobre denúncias que possam ou não ter recebido, nem confirmam ou negam a existência de investigações em andamento sobre supostos casos. Caso decidam tornar alguma informação pública, isso será feito no momento e da forma que considerarem apropriados. A Fifa está em contato com as autoridades da Nova Zelândia. Neste momento, não faremos comentários adicionais”, informou a entidade em nota.

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Quais são os casos?

O capitão de Cabo Verde, Ryan Mendes, está sendo investigado pela polícia da Nova Zelândia após uma denúncia de estupro feita por uma brasileira. O caso teria ocorrido durante uma passagem da seleção pelo país para amistosos antes do Mundial e segue em fase de apuração.

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No Japão, dois atletas aparecem entre os envolvidos. Junya Ito foi acusado em 2024 por duas mulheres, que relataram abuso sexual em um hotel no país. O Ministério Público japonês decidiu não levar o caso adiante contra o jogador nem contra as acusadoras por falta de provas.

Kaishu Sano foi preso após uma acusação de agressão sexual, mas não foi condenado e voltou a atuar pela seleção. Em 2025, ele pediu desculpas publicamente pelo ocorrido: “Peço sinceras desculpas por ter causado transtornos e preocupações a tantas pessoas por causa das minhas ações. Daqui para frente, pretendo continuar demonstrando, por meio das minhas atitudes, palavras e tudo o que eu puder fazer, meu comprometimento, além de contribuir para a sociedade também fora dos gramados”.

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Outro nome de destaque é o marroquino Achraf Hakimi. O jogador foi acusado de estupro de uma mulher de 24 anos na França em 2023 e será julgado pela Justiça francesa. O atleta nega as acusações.

O volante Thomas Partey, de Gana, responde a acusações de estupro e agressão sexual no Reino Unido. Ele teve o visto negado pela justiça do Canadá e acabou desfalcando a seleção na estreia da Copa contra o Panamá.

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