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O mea culpa do Globo de Ouro

Boicotado pela sua histórica falta de diversidade, evento deu início a uma correção de rota ao premiar atriz trans e deixar de ignorar as minorias

Por Cleo Guimarães Atualizado em 14 jan 2022, 18h35 - Publicado em 14 jan 2022, 09h00
MICHAELA JAÉ RODRIGUEZ -
MICHAELA JAÉ RODRIGUEZ – Reprodução/Instagram

Sem tapete vermelho, sem celebridades e sem transmissão na televisão, o Globo de Ouro, considerada a mais importante premiação da TV e do cinema na temporada pré-Oscar, sofreu nesta edição as dores do cancelamento, em protesto contra a falta de um olhar para a diversidade — até 2021 não havia um único negro entre os oitenta jurados. Mas eis que, na trilha da reabilitação, uma artista trans é pela primeira vez agraciada com um troféu, anunciado, como os outros, só nas redes sociais. Michaela Jaé Rodriguez, 31 anos, venceu na categoria de melhor atriz pela atuação na série Pose. “Essa é para meus jovens bebês LGBTQIA+, a porta está aberta”, celebrou ela, egressa de um bairro pobre de Nova Jersey e também latina e negra. Mais representatividade impossível.

Publicado em VEJA de 19 de janeiro de 2022, edição nº 2772

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