Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
VEJA Gente Por Valmir Moratelli Notícias sobre as pessoas mais influentes do mundo do entretenimento, das artes e dos negócios

Lutas indígenas são o foco do Festival de Cinema de Ouro Preto

Mostra na cidade histórica de Minas Gerais homenageia os cineastas indígenas M'bya Guarani Kuaray e Pará Yxapy

Por Valmir Moratelli 23 jun 2022, 21h41

Em meio a alarmantes notícias sobre extermínios de povos indígenas, e o recente assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, acontece a 17ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, de 22 a 27 de junho. De volta ao formato tradicional na cidade Patrimônio Cultural Mundial, a Mostra desse ano foca nas produções realizadas por diretores indígenas. Os cineastas M’bya Guarani Kuaray (Ariel Ortega) e Pará Yxapy (Patrícia Ferreira) são os homenageados. A definição pelo trabalho de ambos, nascidos na cidade argentina de Missiones, na aldeia Tekoa Verá Guaçu, se dá pela forma como as questões culturais e políticas em seus filmes surgem de natureza distintas.

“A importância dessa questão da valorização indígena é a visibilidade, para mostrar o que é ser indígena de verdade. Tirar a questão da romantização do indígena, do indivíduo como ser um ser atrasado, que vive somente na floresta, essa visão completamente errônea, e mostrar que estamos na sociedade como parte da população. Estudando, trabalhando, conquistando as coisas”, diz Danilo Antônio Campos da Silva, cacique do povo BORUM-KREN e representante indígena na Diretoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial.

Importante lembrar que, diante do extermínio contra o povo indígena, algumas famílias e indivíduos, para sobreviver aos massacres, perseguições e outras violências, tiveram que negar a sua identidade e cultura ancestral. “Em Minas Gerais, existem 19 etnias reconhecidas. Devido a estes fatores, na presente geração, alguns indivíduos decidiram levantar suas cabeças para que os últimos elos com nossas raízes originárias não se perdessem para sempre”, afirma a pesquisadora e escritora Bárbara Flores, do povo Borun-Kren.

.
Festival de Cinema de Ouro Preto 2022 ./Divulgação
Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)