Dia da Pizza: os sabores que carregam histórias dos chefs
Data é celebrada nesta sexta-feira, 10
O Dia da Pizza, celebrado nesta sexta-feira, 10, é uma data propícia para reunir a família, amigos e criar uma lembrança especial em torno de um prato amado pelo mundo todo. Pensando nisso, a coluna GENTE perguntou aos chefs e pizzaiolos que sabor lhes traz memória afetiva. A seguir, as respostas:
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Fred Arnaut, sócio da L’Antica Pizzeria Da Michele (@pizzeriadamichelebra), de São Paulo. “Comigo a pizza é um verdadeiro destino. Minha infância foi em Champagne. E meu bisavô italiano, que era de Gênova, vinha nos visitar uma ou duas vezes ao ano. E fazia uma pizza margeritha que ficou inesquecível. Hoje, represento aqui a pizza margeritha mais famosa do mundo praticamente e da segunda pizzaria mais antiga da Itália, com casa em São Paulo”.
Leandro Dias, dono da Miles Wine & Jazz Bar e Pizza (@mileswinebar), de São Paulo. “Eu amo pizza de alho e óleo, é a que minha mãe mais gosta e por ser um sabor diferente do tradicional, eu sempre me apeguei a isso. Aprendi a amar a pizza de alho e óleo e assim é até hoje”.
Natalia Delbosque, sócia da SalaVip Pizzaria (@salavip_pizzabar), em São Paulo. “Pizza Sala VIP, sabor que deu nome à nossa casa no início dos anos 90 e hoje em dia nos gera tanta dúvida. Quando a pizza foi criada, sabores agridoce e preparações conhecidas como californianas estavam em alta. Frutas em conserva, muitas delas importadas, eram consideradas sofisticadas e apareciam em restaurantes, festas e ocasiões especiais. Foi nesse contexto que os fundadores da Sala VIP decidiram transformar essa combinação em uma pizza e dar a ela o nome da casa. E toda vez que a nova geração pensa em tirar do cardápio, não consegue. Talvez por nostalgia, memória afetiva, talvez por tradição ou pela combinação peculiar de sabores. Ou talvez porque alguns clássicos resistam ao tempo”.
Pedro Siqueira, chef da Sisì (@sisicucina), no Rio de Janeiro. “Uma pizza que sempre me traz uma memória afetiva é a de frango com milho. Hoje ela não faz parte do cardápio do Sìsì, mas já esteve em outras casas pelas quais passei e ganhou uma releitura no Marmotta, em São Paulo, com creme de parmesão e alho doce. Eu comia muito esse sabor quando era pequeno nos rodízios de pizza”.
Sei Shiroma, chef do Ferro e Farinha (@ferroefarinha), no Rio de Janeiro. “Quando comecei a vender pizza nas ruas do Rio, com um forno a lenha móvel acoplado a um carro, eu tinha uma certeza: a primeira receita precisava representar exatamente a pizza que eu acreditava. A Domenico foi a primeira que desenvolvi, a que mais testei, ajustei e comi (e continuo comendo até hoje). Ela nasceu como a minha interpretação da margherita, simples na aparência, mas construída a partir de muitos testes até chegar ao equilíbrio que eu procurava. O nome é uma homenagem a Domenico DeMarco, pizzaiolo da Di Fara, no Brooklyn, em Nova Iorque, uma das minhas grandes referências. Por isso, tantos anos depois, ela continua no cardápio e ocupa um lugar especial na minha história e na da marca. A primeira pizza a gente nunca esquece”.
O pizzaiolo João Paulo Alves, da Capricciosa Pizza D.O.C (@capricciosapizzadoc), no Rio de Janeiro, chegou à casa bem no início de sua trajetória profissional – e aprimorou sua formação até assumir de vez o comando dos fornos. Não por acaso, seu sabor favorito continua sendo a margherita gourmet – a primeira que serviu e preparou na casa. “Essa pizza já era um sucesso antes de eu chegar, e foi justamente ela a primeira que servi e que aprendi a fazer. Passei noites decifrando o calor da lenha para que ela saísse impecável. Hoje, ela é a minha favorita. Desenvolvi um carinho enorme por essa receita”.
Para Dani Branca, da Soffio Pizzeria (@soffiopizzeria), em São Paulo, a lembrança da primeira Margherita provada na Itália, feita com poucos ingredientes e propósito em cada um deles, mudou sua forma de enxergar a pizza. “Tenho uma relação muito afetiva com a Margherita. Foi uma das primeiras pizzas que me fez compreender, de fato, que a simplicidade pode ser uma das maiores expressões da gastronomia. Lembro da primeira vez que provei uma Margherita na Itália. Eram poucos ingredientes, mas cada um tinha um propósito. Aquela experiência mudou a minha forma de enxergar a pizza”.







