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Deputada bolsonarista relata euforia de alunos; professora desmente

Alê Silva, do Republicanos-MG, visitou uma escola estadual na quarta, 11, e relatou suposta euforia dos alunos

Por Valmir Moratelli Atualizado em 17 Maio 2022, 16h21 - Publicado em 13 Maio 2022, 15h30

Por essa a deputada Federal Alê Silva (Republicanos-MG) não esperava. Ela foi ao Twitter contar vantagem de uma visita que fez à escola estadual Reverendo Boanerges de Almeida Leitão na cidade de Vargem Alegre, interior de Minas Gerais, na quarta-feira, 11. No dia seguinte, relatou que os alunos começaram a gritar o nome do presidente Jair Bolsonaro (PL) quando souberam que ela era deputada e sua apoiadora. No mesmo tweet, ela reforçou que a idade dos jovens era entre 16 e 17 anos, ou seja, aptos a votar em outubro. Mas uma professora da instituição, Cintia Soares, resolveu contar que não foi bem assim.

Depois, Cintia reforçou a VEJA que a visita da deputada não foi em clima festivo. “Nossa escola é muito séria em relação a isso. Na verdade, nem entendemos a presença dela neste dia, pois (o evento) era apenas para os profissionais de um projeto. (Ela) inventou, pois se tivesse acontecido, com toda certeza esse vídeo estaria nas redes. Sabemos que, por ser um ano eleitoral, há regras que não podemos infringir e que devemos ser responsáveis zelando pela instituição”.

Em maio passado, a deputada federal se envolveu em outra polêmica. Foi retirada de um avião no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, pela Polícia Federal após se negar a passar pela revista de bagagem. Alê alegou que foi chamada de “miliciana” e “genocida” por uma atendente.

Após publicação, a assessoria de imprensa da deputada enviou a seguinte nota: 1 – A senhora Cintia Soares não é professora. Ela apenas trabalha em uma escola da cidade de Vargem Alegre em funções que não lhe permitem lecionar em sala de aula. Logo, o título da matéria já é uma mentira; 2 – O local exato dos fatos foi numa área não coberta, porém, no pátio interno, onde nenhum funcionário da escola se encontrava, muito menos a Sra. Cintia. O momento era de descontração. Destaca-se que em nenhum Tweet da deputada ela mencionou o local exato da manifestação. Como se vê, nem a Sra. Cintia e nenhum outro funcionário da escola poderia atestar se a manifestação aconteceu ou não; 3 – A Sra. Cintia é militante do PT, o que pode ser constatado pelas suas redes sociais, onde se manifesta maciçamente elevando os nomes petistas. Já foi candidata a vereadora na cidade de Vargem Alegre e num universo de 4.822 eleitores, obteve apenas 14 votos. Ou seja, pressupõe-se que não obteve a credibilidade nem de seus familiares. Por ser militante do PT, procurou um meio de atingir a imagem da deputada, com uma desinformação o que foi potencializado pela imprensa de oposição que, antes de veicular a matéria, não buscou a verdade, como por exemplo, certificar-se da real atividade da Sra. Cintia junto à escola e se ela permaneceu com a deputada por todo o tempo em que esta permaneceu no interior da escola; 4 – O citado vídeo com a manifestação dos jovens não será levado a público porque contém as imagens de crianças e adolescentes, bem como, só será exibido em juízo e no momento oportuno e após a autorização da Vara da Infância e da Juventude, com o aval do Ministério Público.

Já Cíntia Soares reitera que é formada em licenciatura plena em pedagogia desde 2013, aprovada em concurso público em 2014 e empossada em 2017 no cargo de especialista em Educação Básica, nome dado ao antigo supervisor pedagógico. Informa ainda que seu período de trabalho na citada escola é de 7h às 11h48. Ela esclarece, quanto ao ocorrido no dia 9 de maio, que: “apenas desmenti o que ela (a deputada) disse – que recebeu um coro de apoio a Bolsonaro dentro da escola, uma vez que isso não aconteceu e nem poderia, já que campanha antecipada é crime eleitoral”.

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