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As três valiosas lições de ‘Pantanal’ para a Globo não errar mais

O personagem Zaquieu (Silvero Pereira) foi vítima de comentários homofóbicos feitos pelos peões da fazenda de Zé Leôncio (Marcos Palmeira)

Por Valmir Moratelli Atualizado em 6 jul 2022, 18h28 - Publicado em 6 jul 2022, 13h30

Pantanal deu uma importante contribuição ao combate à homofobia nos últimos capítulos. Na segunda-feira, 4, e terça-feira, 5, a novela trouxe diálogos fortes debatendo abertamente a homofobia. O mordomo Zaquieu (vivido por Silvero Pereira) foi vítima de comentários homofóbicos dos peões da fazenda de Zé Leôncio (Marcos Palmeira). Tadeu (José Loreto) zombou do mordomo, chamando-o de “esquisitinho”. O chamado “merchandising social” é praticado em algumas novelas, como forma de dar voz a temas relevantes (Manoel Carlos inseria em suas novelas temas como Síndrome de Down, feminicídio, drogas etc). A abordagem inserida em Pantanal foge da caricatura, a ponto de contribuir no desdobramento de ações dos personagens. A seguir, as três lições que ficam desse momento importante para a teledramaturgia:

  1. Vítima dos ataques, Zaquieu teve uma fala forte ao desabafar com Eugênio (Almir Sater): “Minha vida inteira eu fui feito de chacota, alvo das piadas dos outros, dos apelidos, das gozações, tanto tempo interpretando o papel de mordomo gay que eu achei que era isso mesmo, que eu só servia para fazer os outros rirem, para me apontarem o dedo. Que só assim eu seria aceito no mundo deles, sendo a piada deles. Mas acontece que eu sou uma pessoa, eu não sou uma piada”. A novela, assim, humanizou o personagem, tirando-o do lugar bobo que, muitas vezes, esvazia as discussões sobre a homofobia.
  2. Na sequência, foi explicado o que é homofobia, qualificando-a como crime previsto em lei. Desse modo, a novela se aprofundou no episódio, reforçando as consequências que podem recair sobre os agressores.
  3. Na cena dessa terça-feira, 5, foi reforçado, mais uma vez, que “homofobia mata”. Essa frase dita por José Lucas (Irandhir Santos) ecoou numa das cenas, como um dos recados mais claros e objetivos que a narrativa de Bruno Luperi poderia deixar ao telespectador. Ao emprestar sua audiência a uma causa de relevância social, Pantanal já fez história.

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