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Artista plástica homenageia mulheres com material reciclado

Na semana dos direitos humanos, dia 28, Leca Araujo faz exposição no Palácio das Nações Unidas, em Genebra, com temas sociais

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 27 jun 2022, 18h44 - Publicado em 25 jun 2022, 15h00

A mostra Between Mind and Matter, que quer dizer “Entre a mente e a matéria”, traz uma reflexão sobre a capacidade humana de “bordar” caminhos e a realidade. Assim explica a artista plástica Leca Araujo, que terá exposição individual no Palácio das Nações Unidas, em Genebra, na semana dos direitos humanos, marcada pela próxima terça-feira, 28. Composta de portas, janelas e gavetas recicladas, a mostra homenageia mulheres como Bertha Lutz, responsável pela inclusão dos direitos da mulher no charter da ONU em 1945. Além de trazer à tona as diversas brasileiras que sofreram violência, racismo e exclusão social, as obras de Leca retratam perfis de Fernanda Montenegro e Maria da Penha (essa de 2018). A seguir, o bate-papo de Leca Araujo com VEJA.

Qual é a importância de se expor no Palácio das Nações Unidas, neste momento que o Brasil atravessa?

A arte é uma linguagem universal e, portanto, abordar temas sociais através dela, para mim, é essencial. E poder mostrar um Brasil consciente é ainda mais gratificante. Sei que vou ouvir comentários como ‘Brasil consciente, de onde ela tirou isso?’, mas é o que penso. Temos muito a desenvolver, mas a cada dia despertamos um pouco mais.

A mostra é composta de portas, janelas e gavetas recicladas. Pode falar um pouco das suas referências? 

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Minha referência é a vida, as escolhas feitas, as emoções vividas, as sensações criadas, comportamentos… E como isso interage com os cenários que se descortinam em nossa realidade dual. As portas, janelas e gavetas simbolizam escolhas. O que escolho abrir, fechar e guardar.

Como você chegou a nomes das mulheres que homenageia com sua arte? 

Quem nasce num país sem tantos recursos, já nasce guerreiro. O brasileiro é um guerreiro nato, se for do sexo feminino mais ainda. Escolhi mulheres que, no meu ponto de vista, são um exemplo disso, cada uma no seu contexto e profissão, como Fernanda Montenegro, Clarice Lispector, Ada Rogato, Carolina Maria, Bertha Lutzs, entre outras. Mulheres que travaram ou ainda travam inúmeras batalhas para alcançar seu ideal. Consigo encontrar um pedacinho de cada uma delas dentro de mim.

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Maria da Penha já foi homenageada e pintada com o cabelo repleto de tomadas. Explique esse conceito, por favor? 

Maria da Penha sofreu duas tentativas de feminicídio pelo ex-marido. Na segunda, ao retornar à sua casa após 4 meses de internação hospitalar, o agressor tentou eletrocutá-la por meio de um chuveiro elétrico. O quadro foi criado em 2016. Nesta série falo da percepção das mulheres, do que elas viveram e sentiram em sua época, bem como a diferença que elas fazem na história do país e do mundo. As tomadas no quadro Maria da Penha representam o que ela sentiu: o choque em si, a necessidade de pedir ajuda e a preparação para a fuga com objetivo de sobreviver.

O quadro
O quadro “Maria da Penha” da série “As Marias”: (./Divulgação)
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