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. Thomas Traumann Jornalista e consultor de comunicação, é autor de "O Pior Emprego do Mundo", sobre o trabalho dos ministros da Fazenda. Escreve sobre política e economia

Cheiro de 2013 no ar

Com brasileiros com medo da Covid e da inflação, aumento no diesel vai gerar pressão por reajuste nas passagens de ônibus

Por Thomas Traumann 9 mar 2021, 11h58

A Petrobras autorizou o quinto aumento no preço do óleo diesel no ano, acumulando um reajuste de 41% desde janeiro. Como dois e dois são quatro, o sistema de transporte não vai aguentar o custo e jogar pesado por reajuste nas tarifas de ônibus e vans. É enorme a possibilidade de aumento nas passagens nos próximos meses.

Você deve se lembrar que aconteceu da última vez que prefeitos autorizaram um reajuste nas tarifas de ônibus no meio do ano. Era junho de 2013 e as manifestações começaram  reclamando dos 20 centavos de reajuste. Terminaram semanas depois no maior movimento de rua da história do país. 

Hoje, assim como em 2013, a inflação dos alimentos está saindo do controle. No ano passado, o arroz subiu 61%, o feijão 45%, a batata 42%, a carne 33%. Nesse ano, com a alta dos combustíveis, nada indica uma redução de preços. 

Na política, o presidente Bolsonaro investiu na polarização com método de governo. Todo dia é uma declaração ultrajante para desviar a atenção da sua incompetência na condução da pandemia. Há um clima de revolta silenciosa que só não tomou conta das ruas por falta de um pretexto. Nos EUA, mesmo com a pandemia, milhões foram às ruas em maio de 2020 depois do assassinato do ex-segurança negro George Floyd por policiais brancos.  

Com o medo da Covid-19, hospitais lotados, a falta de vacinas e inflação pesando no bolso, o clima no Brasil é de que qualquer fósforo riscado gera um incêndio. Como em 2013. 

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