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. Thomas Traumann Jornalista e consultor de comunicação, é autor de "O Pior Emprego do Mundo", sobre o trabalho dos ministros da Fazenda. Escreve sobre política e economia

58% dos brasileiros têm visão favorável aos EUA e 44% rejeitam a China

Pesquisa Quaest mostra que o bolsonarismo alimenta rejeição a China, apesar do comércio e da CoronaVac

Por Thomas Traumann 6 out 2021, 12h40

Pesquisa inédita da empresa Quaest mostrou que 58% dos brasileiros têm uma imagem positiva dos Estados Unidos, enquanto apenas 34% têm opinião favorável sobre a China. A pesquisa encomendada pelo banco Genial, apresentou a 2.048 eleitores uma lista aleatória de países. Os países com indicadores mais positivos:

Estados Unidos. 58%
Alemanha. 45%
Argentina 36%
China 34%
Rússia 30%

Os Estados Unidos são mais admirados em todas as faixas etárias e de educação. Quanto mais jovem e mais educado, maior a impressão positiva com os americanos. Entre os brasileiros entre 16 e 24 anos, 70% gostam dos EUA. Entre os que os com ensino superior, 71%.

Principal parceiro comercial do Brasil desde 2009 e responsável pela produção da vacina Coronavac, a China é o país mais rejeitado na lista:

As opiniões negativas

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China 44%
Rússia 38%
Argentina 37%
Alemanha 25%
Estados Unidos 20%

(a soma entre opiniões positivas e negativas não chega a 100% em função da opção “não sei” e dos entrevistados que preferiram não responder)

A China só tem um saldo positivo entre os brasileiros com ensino superior, mesmo assim no empate técnico: 45% a favor e 43% contra. Na região Centro-Oeste, dependente economicamente do comércio chinês, há um empate de opiniões em 40%.

A pesquisa da Quest indicou correlação entre a rejeição a China e o apoio a Bolsonaro. Entre os bolsonaristas, as opiniões positivas sobre a China estão na casa dos 20%, enquanto quase 40% dos eleitores de Lula e da terceira via enxergam o país asiático de forma positiva.

A avaliação sobre os Estados Unidos também tem componentes locais. Entre os lulistas, a visão favorável dos americanos está perto dos 50%, enquanto entre os eleitores de Bolsonaro e da terceira via perto dos 70%.

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