Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Nova Temporada Por Fernanda Furquim Este é um espaço dedicado às séries e minisséries produzidas para a televisão. Traz informações, comentários e curiosidades sobre produções de todas as épocas.

James West Entra na Lista dos Remakes

Mais uma série dos anos 60 engorda a lista de remakes da TV americana. Segundo a revista EW, o produtor Ron Moore está em fase inicial de desenvolvimento de um projeto que daria à série “James West/The Wild Wild West” uma nova versão. Ainda não há nenhum canal envolvido. Moore foi bem sucedido ao dar […]

Por Fernanda Furquim Atualizado em 31 jul 2020, 14h01 - Publicado em 5 out 2010, 21h13

Mais uma série dos anos 60 engorda a lista de remakes da TV americana. Segundo a revista EW, o produtor Ron Moore está em fase inicial de desenvolvimento de um projeto que daria à série “James West/The Wild Wild West” uma nova versão. Ainda não há nenhum canal envolvido.

Moore foi bem sucedido ao dar ‘cara nova’ à série “Battlestar Galactica”, produção de Glenn A. Larson do final dos anos de 1970. Tendo surgido como uma minissérie, a nova versão foi transformada em série com um total de quatro temporadas.

A receptividade do público e da crítica garantiu a Moore a produção de uma spinoff, “Caprica”, que traz uma história narrando a infância do Comandante Adama e o início da criação dos cilônios. A série, cuja segunda parte da primeira temporada estreia hoje nos EUA, luta para conseguir conquistar uma audiência.

“James West” é uma produção típica da década de 1960. Unificando dois gêneros de sucesso da época, o faroeste e a espionagem, a série introduziu dois agentes à la James Bond, trabalhando para o serviço secreto, recebendo ordens diretas do Presidente Ulysses S. Grant.

Fã do agente 007, Michael Garrison adquiriu os direitos de produção do livro “Cassino Royale” em 1956. Ele e seu sócio, Gregory Ratoff, tentaram produzir um filme oferecendo o livro à 20th Century Fox, que o recusou. Após a morte de Ratoff, sua viúva vendeu os direitos de adaptação do livro, deixando Garrison sem condições de seguir adiante com seus planos. Depois que a Bondmania se instalou na década de 60, Garrison conseguiu convencer a rede CBS a investir na produção de uma série que situava James Bond no Velho Oeste.

Convencer o canal foi fácil, difícil foi encontrar um roteirista que conseguisse entender a proposta. Visto que na época os gêneros não se misturavam, os roteiristas se acostumaram a escrever para produções com narrativas específicas. Originalmente, James West (Robert Conrad) trabalharia sozinho. Ao receber suas ordens do Presidente, ele se dirigiria a um laboratório onde lhe seria entregue as armas necessárias para realizar sua missão.

Mas logo os produtores perceberam que seria inviável forçar James a se dirigir para Washington, de trem ou à cavalo, sempre que precisasse receber as missões. Então o roteirista Gil Ralston, que ficou responsável pelo episódio piloto, introduziu Artemus Gordon (Ross Martin), mestre em disfarces, que tinha a função de ser o ‘leva e traz’ de informações e equipamentos. Com o tempo, Artemus foi ganhando maior visibilidade, tornando-se parceiro constante de James.

Se James Bond tinha um Aston Martin e armas que estavam além de seu tempo, James West tinha um trem e equipamentos que iam além de seu Século, ou quase. O trem era composto de uma locomotiva e quatro vagões: estábulo, cozinha, laboratório e sala de armas, que estavam escondidas em vários lugares. A mesa de bilhar, por exemplo, era munida de bolas bombas e tacos que se transformavam em rifles. Para se comunicarem com o mundo exterior, eles contavam com um telégrafo particular. Quando não podiam utilizá-lo, West e Gordon apelavam para os pombos correios.

Continua após a publicidade

A roupa de West também carregava um pequeno arsenal. Em sua manga ele escondia um revólver de pequeno calibre, acionado pelo movimento muscular. Uma outra arma ficava escondida em seu chapéu. No casaco, na altura da nuca, era escondida uma faca. Mas se essa fosse encontrada pelo inimigo, ele sempre poderia utilizar aquela que estava escondida no bico da bota. Esta ainda tinha um salto falso no qual eram escondidos explosivos. No cinto, uma corda de nylon que West costumava fixar em um gancho (não lembro de onde ele tirava isso). Esta era a principal ferramenta de fuga de West, que costumava deslizar pela corda quando estava preso em lugares altos.

Entre os vilões, dois tornaram-se recorrentes. Miguelito Loveless (Michael Dunn), um cientista louco, criado pelo produtor Fred Freiberger, que conseguiu a proeza de desenvolver uma pílula capaz de diminuir West para o tamanho de uma boneca. O outro vilão era o Conde Carlos Mario Vicenzo Robespierre Manzeppi (Victor Buono), um mágico.

A série estreou em 1965, em preto e branco, passando a ser filmada em cores em 1966, ano em que Michael Garrison faleceu ao cair do alto de uma escada. Sem seu principal idealizador, a série sucumbiu aos interesses e visões de terceiros. Permanecendo uma incógnita para a maioria dos roteiristas contratados, “James West” quase foi cancelada pela CBS. Foi Bruce Lansbury, irmão da atriz Angela Lansbury, que salvou a série.

Mas, em 1968, após os assassinatos de Robert F. Kennedy e Martin Luther King, o Senado Americano criou a Comissão Nacional Para a Prevenção da Violência, submetendo a televisão e seus programas a duras regras de censura. As produções que não foram canceladas tiveram o nível de violência consideravelmente reduzido. “James West” foi uma delas. A CBS precisou elaborar um memorando, distribuído aos diretores de cada série, pelo qual proibia a filmagem de qualquer ato de violência que não estivesse no roteiro ou que não tivesse sido discutido com o produtor ou seus associados.

O quarto ano da série, produzido entre 1968 e 1969, trouxe cenas de luta que mais pareciam um balé. As cenas de tiroteio foram reduzidas e substituídas lutas corporais, que não poderiam durar muito tempo. Mortes de personagens, mesmo sendo bandidos, eram evitadas. Ainda assim, era comum a presença de uma ambulância durante as filmagens da série, visto que sempre tinha um ator ou um dublê se machucando a ponto de ser levado para o hospital.

Em 1969, pressionada pela Comissão, a CBS cancelou “James West” após a produção de 104 episódios. Ao longo dos anos, foram produzidos dois telefilmes: “The Wild Wild West Revisited” e “More Wild Wild West”. Em 1998, a Warner Brothers produziu a ‘aberração” cinematográfica “As Loucas Aventuras de James West”, estrelada por Will Smith.

“James West” teve seguidores ao longo dos anos, sendo o mais conhecido “Brisco Jr./The Adventures of Brisco County Jr.”, estrelada por Bruce Campbell na década de 80.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=wGLRamAlsJg?wmode=transparent&fs=1&hl=en&modestbranding=1&iv_load_policy=3&showsearch=0&rel=1&theme=dark&feature=related&w=425&h=344%5D

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)